
O presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, Isaac Braga, no dia 19 de Maio, renunciou ao cargo que desempenhava na autarquia desde 2017.
O autarca que havia vencido as eleições para o mandato 2025/2029, revelou ter tomado esta decisão para proteger a família do mediatismo a que tem vindo a ser sujeita, e reiterou que “a sua renúncia não significa uma assunção de culpa”, garantindo “sair do cargo com consciência tranquila e pronto para se defender, nas instituições próprias, de acusações que possam surgir”.
Era esperada esta decisão por parte de Isaac Braga, que produz efeitos imediatos, depois de terem sido divulgadas informações, numa investigação da RTP, sobre alegados gastos indevidos e ‘injustificáveis’ enquanto presidente da Junta de Freguesia de Vila do Conde, em restaurantes, hotéis, perfumarias e compras de tabaco, em benefício próprio.
A Comissão Política Concelhia de Vila do Conde e Distrital do Porto do Partido Socialista impulsionados pelas revelações da reportagem televisiva, retiraram a confiança política e pressionaram Isaac Braga para que renunciasse ao cargo.
O autarca acusado diz estar a reunir toda a informação necessária para prestar os devidos esclarecimentos em sede própria (tribunais), sempre que lhe for solicitado. E reconhece que as suspeitas tornaram muito difícil a sua continuidade na liderança da Junta de Freguesia de Vila do Conde.
Isaac Braga lamentou “não completar o mandato”, mas garantiu que serviu com dedicação a causa pública e que regressará à sua profissão, ligada à área da saúde.
Foto: D. Reservados