Voz da Póvoa
 
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Unanimidade nas Propostas Aprovadas em Reunião de Câmara

Unanimidade nas Propostas Aprovadas em Reunião de Câmara

Política | 31 Julho 2022

 

Os assuntos levados à Reunião de Câmara do dia 19 de Julho, não mereceram contestação, apenas alguns esclarecimentos. Devido a uma derrocada parcial do muro da antiga fábrica A Poveira, imóvel adquirido pela Câmara Municipal para ali fazer nascer, no futuro, o museu da Conserva e do Mar, foi necessária uma intervenção para “verificação do estado do edifício para evitar que se repita o que aconteceu”, esclareceu o vice-presidente da Câmara, Luís Diamantino, acrescentando que as obras consistem num “trabalho de sustentação do edifício, para que nos próximos tempos aquilo esteja seguro. Numa fase posterior, já temos um projecto há bastante tempo preparado para a criação do Museu do Mar e não só, mas avançaremos só quando houver possibilidades financeiras porque a vida é feita de opções”.

O esclarecimento não convenceu o vereador do PS João Trocado, que recordou a aquisição do edifício d’A Poveira pela autarquia há uma década, sendo que “na altura, o candidato Aires Pereira prometeu ali fazer um Museu do Mar e das Conservas, terá candidatado essa ideia ao fundo de turismo. Voltou a prometer quatro anos depois, e continua a ser uma promessa, enquanto não avança, o imóvel degradou-se imenso. Hoje, deparamo-nos com a ruina parcial do edificado, é algo que não devia acontecer”. 

No decurso da reunião, o Socialista questionou o vice-presidente que substituiu o ausente Aires Pereira, sobre o motivo pelo qual as obras nunca foram feitas, “o projecto do Museu do Mar e das Conservas nunca avançou e a resposta - foi por opção. É com alguma perplexidade que ouvi essa resposta. Ou seja, é opção não cumprir uma promessa”. E lembrou que o PS na campanha eleitoral defendeu uma proposta diferente: “Com a reabilitação do imóvel, criar uma fábrica da cultura com espaços de criação cultural artística, destinada a companhias amadoras, a jovens que queiram desenvolver as artes e a cultura, uma necessidade identificada por nós”. 

A Revisão do Plano de Urbanização da Póvoa de Varzim foi aprovada pelo executivo que fixou em 18 meses o prazo para a conclusão da sua alteração. Para formulação de sugestões ou informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do procedimento, ficou estabelecido um prazo de 15 dias.

As brigadas mistas composta por um Polícia Municipal e um agente da PSP que, em anos anteriores povoavam a Avenida dos Banhos e ruas adjacentes não serão activadas este verão, “vamos fazer como fazíamos antes de ter as brigadas mistas. Foi a Câmara da Póvoa que iniciou este processo e outros municípios seguiram-nos, o que significa que estava a resultar. Falei com o Senhor Ministro da Administração Interna e com o Senhor Secretário de Estado, expliquei o que pretendíamos e como tinha, até agora, esta solução funcionado bem preventivamente, na actuação de proximidade da polícia. Mas, as chefias da PSP a nível nacional não permitem que tal aconteça”. E segundo Luís Diamantino, sendo assim “com os meios que temos, o trabalho vai ser feito”. O patrulhamento passa a ser executado por dois polícias municipais.

A falta de agentes da PSP não é exclusividade da Póvoa de Varzim, alerta o vice-presidente da Câmara Municipal: “É uma pena que quando é preciso pedir um reboque à noite, ele tenha que vir do Porto ou de outro lado qualquer”.

Sobre as brigadas mistas, João Trocado referiu que “anteriormente tinham um custo para o município de 20 mil euros, agora terá de ser compensado o trabalho que é necessário e acrescido dos Polícias Municipais”.

Outro assunto discutido na Reunião de Câmara foram os incêndios, que apesar de terem assolado o país, na Póvoa de Varzim “arderam cerca de 34 hectares no concelho. Está dentro da média habitual”. Considerou João Trocado, que levantou algumas questões em termos de prevenção, “é responsabilidade do município notificar as pessoas que têm terrenos, que são obrigados a fazer a respectiva limpeza. Quando não há resposta, efectuar a limpeza e depois imputar o custo aos proprietários. Foi-nos dito que este ano está numa ordem de grandeza inferior a 10 casos deste género, e a vereadora com o pelouro respondeu-nos que em termos de plano de prevenção, está tranquila”.

Luís Diamantino referiu que esta situação se deve ao “trabalho muito importante na área da prevenção. Penso que é por aí que temos de ir sempre. Os proprietários devem preocupar-se em manter as áreas que envolvem habitações, limpas”. E lembrou que no Alerta Vermelho, no estado de contingência decretado para todo o país, “o patrulhamento da nossa floresta foi realizado em parceria com os militares durante o dia e os nossos funcionários da protecção civil fizeram-no à noite. É na prevenção que devemos apostar. Infelizmente, neste país, só se recorre àquilo que temos de fazer quando a casa está a arder, literalmente. É o que tem acontecido”.

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