Voz da Póvoa
 
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Oposição Critica Atrasos na atribuição de Subsídios

Oposição Critica Atrasos na atribuição de Subsídios

Política | 19 Abril 2026

 

O Executivo Municipal aprovou na Reunião da Câmara realizada, no dia 7 de Abril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, diversos apoios a entidades e organismos do concelho, com vista à execução de obras ou à realização de eventos de interesse para o município, bem como para a realização de actividades de natureza social, cultural, educativa, desportiva e recreativa. Alguns destes apoios eram relativos aos dois últimos anos. Destaque ainda para um voto de louvor proposto pela Presidente da Câmara a Paulo Sousa, e aprovado por unanimidade, pelo relevante contributo prestado ao longo de 13 anos como Presidente da Associação da Banda Musical da Póvoa de Varzim: “Pelo seu empenho, pela sua dedicação e todo o percurso que teve, e que eu penso que, noutras circunstâncias e noutras funções, continuará a ter pela sua dedicação, até como músico, à Banda Musical da Póvoa de Varzim”, referiu Andrea Silva.

Os atrasos na entrega de alguns subsídios levaram Mário Lima, Vereador eleito pelo CHEGA, a questionar o executivo pela falta de rigor, mas espera que não se repita no mandato em curso: “Pedimos um esclarecimento à Presidente da Câmara, porque não é normal tanto apoio ficar por pagar”. E acrescenta: “Eu acho que o Executivo PSD tem que ter mais cuidado e mais rigor na gestão destes apoios, porque são recorrentes, ano após ano, e normalmente, muitos deles são o mesmo valor ou têm pequenas variações. Não ter cabimento orçamental para aqueles valores é muito estranho. Por isso, questionámos a Presidente. Não sei se foi pelo facto do ano passado ser um ano de eleições autárquicas, o facto é que as rúbricas não tinham cabimento para todos os apoios. É uma opção política, da nossa parte vamos estar atentos e vamos continuar a olhar para o tema, para que não se repita”.

Andrea Silva assegurou que o executivo está “a fazer um esforço para que fiquemos com estas situações todas regularizadas, no sentido de, a partir de agora, e durante o próximo ano, termos tudo em dia para que seja mais fácil essa organização e até a própria elaboração dos contratos de programa, conforme tinham sido solicitados pelos senhores vereadores do Partido CHEGA”.

João Trocado, eleito pela Aliança Poveira, quis saber qual a razão que tem levado ao acumular de lixo junto aos contentores em especial nas freguesias, mesmo numa época em que as pessoas fazem a manutenção dos seus jardins: “O que faria sentido seria a recolha ser mais frequente nesta altura para conseguirmos dar resposta a essa situação. Em anos anteriores a Lipor aceitava esses lixos, mas agora não. Colocámos a questão à Senhora Presidente sobre que tipo de planeamento se pode fazer para que o Concelho não tenha tão mau aspecto junto ao sítio onde as pessoas depositam os lixos, onde é recolhido. Todos nós queremos ter o Concelho limpo, como é evidente, e a Câmara tem que reforçar o seu papel na recolha do lixo”.

 Muita gente, por tradição, faz as ditas limpezas de Páscoa e não há contentor que resista: “É um problema com anos e que parece que não há vontade de planear diferente para que depois o resultado seja diferente”. No entanto, o Vereador socialista reconhece que, “as pessoas têm que ter civismo, tem que haver uma mudança cultural, mais preocupação com o interesse público e com os serviços públicos. Todos queremos ter um Concelho uniformemente bem limpo, não podemos ter a cidade bem limpa e depois nas freguesias haver mais descuido por parte dos serviços ou uma resposta menos eficaz. Nas zonas mais rurais, as pessoas têm moradias com jardins e logo produzem mais lixo verde por esta altura e deveria haver um ajuste por parte dos serviços a essa realidade. Como a Senhora Presidente é quem tem neste momento o Pelouro do Ambiente, eu penso que é importante que aja em conformidade”.

Para Andrea Silva está é uma época de limpezas mais profundas: “Este ano verificamos que, de facto, as limpezas da Páscoa prolongaram-se um bocadinho para além daquilo que foram os horários dos nossos serviços que estiveram a trabalhar durante o sábado todo, mas, mesmo assim, ao final do dia, em locais que tinham sido limpos, voltavam novamente os resíduos de pessoas que faziam as suas limpezas, isso dificultou em alguns locais a recolha”. A Presidente lembrou ainda que a Lipor esteve num período de transição sem conselho de administração até à passada semana, e houve alguns actos administrativos que exigiam algumas diligências e constrangiam os municípios, nomeadamente o nosso foi um dos primeiros a ser constrangido naquilo que era o transporte e a transferência dos nossos resíduos do ecocentro, que são depositados no ecocentro e que tinham que ser levados directamente à Maia, o que fazia com que as nossas viaturas demorassem muito mais tempo no percurso de ida e volta. Isso, obviamente interferiu com o serviço de recolha”.

A Edil elogiou também as equipas de limpeza: “Tenho que reconhecer que os nossos colaboradores foram inexcedíveis porque se multiplicaram e trabalharam bastante para que fosse possível termos a cidade limpa. Não foi perfeito, não, queremos melhor ainda, mas gostávamos que os cidadãos também nos ajudassem nesse sentido, no sentido de mantermos a cidade o mais limpa possível, respeitando as regras da recolha dos resíduos, da separação dos resíduos e também os dias adequados para o depósito desses mesmos resíduos”.

Há cerca de um mês parte do telhado da Casa dos Poveiros do Rio de Janeiro desabou: “Temos estado em contacto permanente através do senhor Jacinto Sá (Presidente do Rancho Poveiro e procurador da Casa dos Poveiros do Rio) e estamos a aguardar informações porque o seguro irá verificar tudo aquilo que seria necessário para a recuperação da parte do edifício que ruiu. Estamos a aguardar serenamente essas informações e depois perceber se há forma de podermos fazer alguma coisa para ajudar a Casa dos Poveiros do Rio”. A instituição celebrou recentemente 96 anos.

Andrea Silva revelou ainda que a nova administração da empresa concessionária do Casino, que assumirá funções a partir de 1 de Maio, já fez uma primeira abordagem “através do Vice-Presidente Octávio Correia e do Vereador Marco Barbosa, e entretanto haverá uma nova reunião para percebermos de que forma é que podemos, obviamente, iniciar aqui uma relação de confiança com os novos concessionários da zona de jogo”.

O Grupo francês Barrière voltou a visitar os Paços do Concelho e desta vez reuniu-se com a Presidente da Câmara e todo o seu executivo, tendo apresentado os planos de exploração da zona de jogo. A autarquia espera e deseja manter uma relação de confiança que seja proveitosa para as duas partes.

Por: José Peixoto

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