Voz da Póvoa
 
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Eça no Panteão Nacional e Orçamento Aprovado pela Maioria PSD

Eça no Panteão Nacional e Orçamento Aprovado pela Maioria PSD

Política | 19 Janeiro 2021

Os partidos representados na Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, aprovaram por unanimidade e aclamação, a Moção apresentada por Edgar Torrão, do Partido Socialista, apoiando o Projecto de Resolução 800-XIV da Assembleia da República, que propõe a “Concessão de Honras de Panteão Nacional a José Maria Eça de Queiroz”. Recordamos que pela primeira vez, a Assembleia Municipal realizou-se no Cine-Teatro Garrett, entre as 21h00 e as 23h00, de quinta e sexta-feira, para respeitar o recolher obrigatório.

Este projecto de Resolução foi subscrito no Parlamento Nacional, pelos deputados do Partido Socialista, José Luís Carneiro, Pedro Delgado Alves, Ana Catarina Mendes e Maria do Rosário Gamboa, com o objectivo de conceder honras de Panteão Nacional ao escritor e cônsul português, nascido na Póvoa de Varzim “em reconhecimento e homenagem pela obra literária ímpar e determinante na história da literatura portuguesa”. Eça de Queiroz encontra-se em jazigo de família.

Destaque também para um voto de pesar pela morte do enorme ensaísta e pensador, Eduardo Lourenço, apresentado por Afonso Pinhão Ferreira, presidente da Assembleia Municipal, também aprovado por unanimidade e, aclamação. Eduardo Lourenço, para além de uma obra ímpar, foi o primeiro conferencista do Correntes d’Escritas e presença em várias edições do evento literário de expressão ibérica.

A aprovação do orçamento da Câmara da Póvoa de Varzim para 2021, no valor de 65 milhões de euros, mereceu os votos a favor do PSD, a abstenção do PS, CDS e PAN, e os votos contra da CDU e BE.
 
A votação não surpreendeu o Presidente da Câmara, Aires Pereira, que fez questão de destacar que, “o trabalho que desenvolvemos ao longo destes três anos materializa o que são as nossas opções, e com um sentimento de grande unanimidade. As críticas que a oposição fez, são muito pontuais e podemos melhorar, mas globalmente é positiva. Os votos contra não me surpreendem porque a CDU e o BE muito dificilmente votam alguma coisa que não seja proposto por eles”, reconhecendo no deputado da CDU uma pessoa que conhece bem a cidade e os seus problemas acrescentou: “Gostava de trabalhar com todos e para todos, e é este o caminho que temos que continuar até ao final do mandato”.

Questionado sobre o voto contra do Bloco de Esquerda, o deputado Vitor Pinto esclarece que, continuam a existir divergências de fundo: “A construção das grandes obras em detrimento do apoio social, prevendo-se no próximo ano um aumento de desemprego, e o BE não vê um acréscimo de preocupação deste executivo”.

Já, João Martins fundamentou o voto contra, com três áreas que preocupam a CDU: “A educação, a habitação e o ambiente. É importante a actualização da Carta Educativa do concelho que data de 2007 e é preciso atualizá-la. É imperiosa a construção de um jardim-de-infância na cidade, uma responsabilidade que também é da autarquia. Impõem-se também melhorias em escolas, que são competência da Câmara, como exemplo, a escola dos Sininhos e a Escola do Desterro que pararam no tempo”.

O CDS absteve-se no orçamento porque Castelo Branco entende que, “algumas medidas que defendemos, entre as quais o aumento da transferência de mais verbas para as juntas de freguesias, até superior ao actual, porque defendemos mais autonomia financeira das Juntas. Muitos dos investimentos, votámos a favor, menos a demolição da Praça de Touros, não da construção do Póvoa Arena, como pretende a Câmara”.

Por último, o sentido de voto do PS mereceu do deputado Miguel Pinto, o seguinte comentário: “O orçamento tem algumas coisas positivas, nomeadamente no controlo da despesa corrente e a opção de algumas obras estruturantes, como a renovação das escolas, mas depois há uma série de pontos que não concordamos. Há obras urgentes que deveriam ser prioritárias, como a construção de habitação para jovens que, é atirada para anos futuros e, discordamos do diferencial entre o custo da água e a sua venda. O PSD assumiu o custo exagerado em prejuízo dos poveiros”.

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