Voz da Póvoa
 
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A JS da Póvoa de Varzim quer Dar Voz aos Estudantes

A JS da Póvoa de Varzim quer Dar Voz aos Estudantes

Política | 1953 | 27 Maio 2020

Em comunicado a Juventude Socialista da Póvoa de Varzim aponta os problemas crónicos do nosso sistema educativo que foram amplificados pela adaptação forçada a um modelo de ensino alternativo. Para a JS é inaceitável permitir que um estudante fique para trás.

“Focados no combate às desigualdades entre os estudantes, procuramos dar voz a todos os que não foram ouvidos, reunindo com as Associações de Estudantes, até agora deixadas de fora do debate” pode ler-se no comunicado assinado por Miguel Nascimento, presidente da JS da Póvoa de Varzim.

Com o objetivo de alertar e dar voz aos principais problemas que os estudantes da Póvoa de Varzim nos fizeram chegar, destacamos as seguintes propostas:

• Entrega domiciliária das refeições a todos os alunos que não podem regressar à escola. existem alunos que não puderam regressar às aulas presenciais por questões de saúde individual ou familiar. Em ambas as Escolas Secundárias, o acesso às refeições (seja em serviço take-away ou através da entrega de alimentos) implica que os alunos tenham que se deslocar até ao estabelecimento de ensino, o que impede muitos estudantes carenciados de aceder a estas refeições. Isto é dramático para famílias que se encontram numa situação compreensivelmente vulnerável, no contexto económico atual. A JS propõe uma parceria entre as escolas e a Câmara Municipal, que proporcione a todos os alunos a entrega de uma refeição em sua casa, garantindo que nenhum estudante poveiro vê as suas necessidades básicas ignoradas.

• Garantir que todos os alunos têm acesso aos materiais necessários para acompanhar o ensino à distância. Por mais que a autarquia afirme o contrário, continuam os relatos de alunos sem acesso ao material necessário para acompanhar as aulas à distância, o que nos deve preocupar a todos pela injustiça tremenda que representa, filtrando os alunos pela sua classe social. A propaganda não resolve os problemas dos estudantes poveiros.

• Garantir que os alunos que não podem frequentar as aulas presenciais tenham as mesmas oportunidades que os colegas. Os alunos que não regressaram à escola, por motivos de saúde ou risco pessoal / familiar, sentem-se abandonados e à deriva. Não podemos permitir que fiquem sem acompanhamento por parte dos seus professores. É necessário um diálogo aberto e produtivo na comunidade escolar, que inclua os alunos e promova a igualdade. Para isso, são necessários planos de acompanhamento excecionais para os alunos que ficaram em casa, como alguns professores já têm, por iniciativa própria, vindo a fazer, tentando colmatar esta falha no acesso ao ensino que deveria preocupar os responsáveis políticos e educativos.

• Abolição de testes até ao final do ano letivo. Nenhum estudante se encontra em condições de realizar testes de avaliação. Muitos foram os que passaram por situações difíceis, tanto a nível social, como a nível económico. É inadmissível que, na Póvoa de Varzim, ainda existam escolas a insistir na realização testes com peso na avaliação do aluno, sem que haja sequer clareza quanto ao seu objetivo e comunicação eficaz dos meios que serão utilizados para, mais uma vez, não discriminar aqueles que não têm acesso às aulas presenciais.

 

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