Voz da Póvoa
 
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VIDA DE DISEUR E POETA

VIDA DE DISEUR E POETA

Opinião | 20 Abril 2021

Além de escrever poesia, cedo comecei a dizer poesia e a participar em sessões de poesia. Foi no bar Tuaregue, em Braga, que comecei, por volta de 1987/88, acompanhado pela Natércia Pinto, lendo também poemas na Rádio Clube do Minho, igualmente em Braga, no programa "Odisseia", na companhia do amigo e colega de liceu, Rui Soares. Mais tarde, assisti às sessões de poesia do Pinguim no Porto com o inesquecível, único e malogrado Joaquim Castro Caldas, onde tive umas tímidas participações. Depois vieram as noites de poesia do Pátio em Vila do Conde, com o João Rios, o Isaque Ferreira e o José Peixoto na guitarra, que marcaram uma época. Seguidamente, fui presença assídua no Púcaros do também desaparecido Carlos Pinto, um homem que sempre cultivou a camaradagem autêntica. Reinava a descontração e a anarquia e todos podiam dizer poemas. Em simultâneo, voltei ao Pinguim, agora com o Rui Spranger ao comando. Também disse poesia no Clube Literário do Porto, onde iniciei o projecto "Poesia de Choque" com o Luís Beirão, que se prolongou por quase 10 anos, e que depois se transferiu para o Olimpo, bar do Luís, e para a Casa da Madeira. Agora digo poesia ocasionalmente ou faço-o na banda Sereias.

António Pedro Ribeiro - Sociólogo, poeta, cronista e muito mais...

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