Voz da Póvoa
 
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Viagem em Balão para Não Arruinar a TAP

Viagem em Balão para Não Arruinar a TAP

Opinião | 1958_B | 5 Agosto 2020

A TAP por terra e o dinheiro a voar. É assim desde que qualquer encartado do partido serve para pilotar a administração. Nunca ninguém ouviu dizer que a empresa dava lucro, mas toda a gente leu que, anualmente, entre os felizes comtemplados se distribuíram dividendos, talvez um prémio por terem superado os prejuízos de administrações anteriores. Assim ao jeito, do Governo a vender dívidas no mercado com os bancos a servirem de intermediários isentos e desinteressados.

É por estas e não por outras que os Centros de Emprego empregam quem lá trabalha até abrirem insolvência e as Finanças sem sair de casa estão à beira da falência. A Segurança Social vive no pendura dos desavergonhados e já não sabe a quantas anda, nem quanto mais tempo tem de vida. Os Tribunais julgam-se em quarentena apocalítica, mas se forem de Trabalho, a liberdade condicional dos juízes só permite trancas na porta e levam por arrogância o desconforto de, antes disso, atenderem de pé os acusadores de maus tratos patronais. Não sabemos se era por falta de mobiliário ou para aliviar o capataz. Sabemos que o ataque é de nervos para quem os insulta.

A Confederação Empresarial de Portugal queria que o mecanismo do ‘paga a quem devo que eu recebo’, continuasse pela vida fora, até que acabasse o cabaz de natalícias oferendas do Governo versus União Europeia. Depois, por manifesta desventura, os escravos ficavam definitivamente em casa confinados ao despedimento por justa causa. É uma evidência que isto só acontece num país onde ainda existem 600 mil analfabetos e outros tantos que assinam de cruz.

Deve ser por isso que anda aí um sujeitinho que, ainda recentemente levou uma sova eleitoral e, não tendo verbo onde se agarrar vai a cada passo de lesma dando uma no cravo outra na ditadura. E assombrado pelo Chega, vai verbalizando que as empresas de comunicação social são iguais às que fabricam móveis, tesouras, preservativos, vibradores, sapatos ou têxteis. Naturalmente esqueceu de referir os bancos, mas como o saco Azul destas empresas da finança, sempre forraram as contas das campanhas eleitorais, é melhor fazer de conta que, o que conta é a institucional promessa do desgoverno, leiloada em tempos de Covid-20 na Feira da Ladra para iludir os média, com uma gorjeta, mesmo que ninguém saiba exactamente quando.

Depois andam aí umas inteligências impostoras que acham muito bem que o rio corra para o mar. Afinal sempre foram alimentados nas suas artísticas e malabarísticas performances pelo erário público, vulgo imposto da gente trabalhadora. O subsídio sempre lhes confundiu a tolinha com agradecidos votos de louvor político e o medo de o perder transforma-os em falsas réplicas de Che Guevara. 

A esperança na mudança finou-se. Há países que têm assento na ONU, os outros estão de pé a fazer monte e a trocar umas impressões. O PAN não entende nada de pessoas que ladram e mordem. É por isso que leva por taberna aquele que é racista por branquear capitais e, quem lava mais branco o negro, também não escapa aos Puros da terra do Fidel. Qualquer cérebro pandémico de um primata sabe que, Cuba Livre é uma bebida e trânsito engarrafado não é para beber, mas são a favor de uma democracia sem debate político. Há quem aposte na moderna inteligência artificial com o objectivo de criar verdadeiros Centros Incubadores de Desempregados. Há um empreendedorismo a crescer entre a miséria e a fome subsidiada. Há gente a brincar com a vida da gente, enquanto o agente multa.

Júlio Verme

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