Voz da Póvoa
 
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Viagem em Balão ao Insólito Vómito em Decomposição

Viagem em Balão ao Insólito Vómito em Decomposição

Opinião | 4 Fevereiro 2026

 

O Chantagista, o contrabandista, o fascista, tudo rima com o trompista que nos entra casa dentro quase sempre desafinado com o bom senso, um cérebro ligado ao intestino a derrapar para a demência revela-se em juízo uma espécie de madona ofendida com a liberdade do outro e com a democracia. Como lhe dão trela, os serviçais do regime tremelicam “como um boneco de corda. Nem sei se vai ou se fica. Só se vê que tremelica e oscila de borda a borda”, já o Gedeão no seu Eu lírico descreve esta sensação de hesitação.

O colono Zelensky foi almoçar a Davos e cuspir no prato da Europa cumprindo uma vénia ao imperialista medieval das américas. A resolução de todos os conflitos ou escaramuças vão passar pelo Conselho de Paz criado pelos senhores da guerra, que detonaram o enredo para se livrar dos compromissos. Esta matilha ladra e morde a língua, zangados com os lobos em pele de cordeiro. Com santos destes não temos pecado algum, mesmo que na próxima seja na testa em vez da orelha. Nem sequer sei se me estou a repetir, mas a vontade é tanta que vale sempre a pena acreditar que não é crime acertar em cheio na besta.

Por cá a desgraça é bem menor, mas a direita optou mais pela extrema e agora tem que imitar os comunistas de há 40 anos, engolir sapos e votar pelo Seguro. Talvez por terem pensado que não passava de mais uma peça decorativa em Belém. O homem até nem parece mau diabo, mas o outro nem o diabo o quer, a Ventura do inferno é não perdoar, tudo é combustível.

Ele não é fascista embora ande lá por perto e tenha nas suas fileiras saudosistas ou ainda das piores leivas da terra de santa Tromba Dão. Sempre aos berros nos explicou que ter descaramento não é o mesmo que ponderação. Quanto ao humanismo escolhe a boçalidade, o insulto à honestidade intelectual.

Não sei porquê, ou melhor, até sei! Os grandes grupos económicos, os senhores disto tudo por escrito e das televisões açambarcadas, querem que o povo participe, colabore na aventura do André. Pois que o comam e que deixem o fato, a gravata e os sapatos na beira do prato, pode sempre vestir um migrante qualquer. Isto, se por Ventura acharem que um país maneta vive melhor sem a esquerda, e que a ética é sinónimo da demagogia “feita à maneira é como o queijo numa ratoeira”. 

Percebo que vivo numa sociedade cada vez mais formatada, de alinhados pela rede, pelo consumo, pelas raspadinhas, pelas penhoras. O protesto fica calado nas depressões, no trabalho precário com e sem contrato, nos suicídios. Li qualquer coisa sobre os jovens activistas que não apenderam a fazer a cama onde dormem, mas sabem atirar tinta a um quadro do Van Gog. De todo este desleixo me queixo, até do António Aleixo que partiu sem escrever que – os sábios de agora sem demora, andam sempre a coçar a sarna e nunca lavam os cascos antes de ir para a mesa. Preocupa-me esta mentalidade, só depois a humanidade.

Júlio Verme

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