
Abriu-se uma cratera na inconfidência e quem não sabia ficou a saber. O país era já um náufrago antes da tempestade. A E-Redes derreteu-se toda e não consegue ver uma luz ao fundo do túnel, só velas, lanternas e geradores. As comunicações de tão invisíveis que ficaram, regressam aos sinais de fumo e ao tambor até à normalidade.
No alarido dos comentários, no impulso da ignorância dos activistas há a assinalar a intolerância do tempo e do seu aguado mau feitio. Relatam do umbigo assinaláveis medidas desprevenidas e chocantes obras-primas empoleiradas nas escarpas da erosão e da vista grossa dos autarcas fieis ao regime de contemplações e de excepções presenteadas aos da raia graúda e de casta fina.
Há políticos com meias verdades e políticos com mentiras completas, mas não trocam de tintas. Assim recomeça a estória do misterioso trovador delinquente com a mão nele e os olhos no urinol. Não se trata de desculpar, apenas uma questão de peso e medida protocolar. Os canonizados da ética contemporânea dizem que, mesmo com a camisola na frente da boca ouviram o puto Prestianni chamar macaco a Vinícius e por isso a sua crucificação é uma beatificação arrojada. Os desarvorados da comunicação social, sem olhar a meios, chamaram e continuam a chamar macaco a Fernando Madureira e ninguém se ergueu para defender o dito que até esteve em prisão preventiva. E o casal de macacos Obama que o extraterrestre da Casa Branca fez questão de apelidar na sua rede social de desfaçatez, não chocou ninguém, ou melhor, chocou, mas não deu pinto algum que cantasse de galo, não fosse o homem aplicar uma qualquer taxa ao ofendido da mesma espécie. Também tenho que ser justo, desconheço se existem macacos brancos.
Podia ser da fusão entre gerações, mas elas nunca estiveram tão separadas. Há quem pretenda proibir a miudagem até aos 16 anos de apodrecer a cabeça e a falta dela nas redes sociais, mas não seria melhor começar pelos pais? É só uma pergunta.
Mas há mais, o ladrão depois de ter raptado o Maduro anunciou ao mundo – 50 milhões de barris de petróleo venezuelano a caminho dos Estados Unidos – e o resto do mundo só não aplaude para não dar nas vistas, não vá o ‘cego’ abrir os olhos e fazer-se implodir de protestos. O afamado chefe da quadrilha da motosserra vangloria-se de ter acabado com oito guerras que ninguém sabe ao certo onde acabaram, e anuncia no seu Conselho de Paz a toda a escória presente, mais uma possível guerra contra o Irão, e o resto do mundo acha mal que o bem celestial e extinguível se fique apenas pelas ameaças. Os renováveis dizem que é a democracia a funcionar a petróleo.
Tudo isto é muito nosso, ninguém nos tira este desígnio, nem Deus. O Passos salvador da Pátria, quando por lá se passeou entre os acólitos do FMI, fez questão de lapidar o património público, doando por cordial criadagem e ajoelhando-se a imposições externas da banca central da Chanceler Merkel Troika, empresas públicas como a EDP, a PT, os CTT, a REN, e a ANA, com a plácida ideia de que em privado o país enriquecia melhor. Fica para a história a anatomia de um crime por julgar.
Já agora, não tem nada a ver, mas convém lembrares que o Seguro derrotou três Salazares.
Júlio Verme