Voz da Póvoa
 
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OS SURREALISTAS E A LIBERTAÇÃO

OS SURREALISTAS E A LIBERTAÇÃO

Opinião | 1957 | 15 Julho 2020

Os surrealistas consideram que há toda uma parte do homem injustamente condenada - o desejo, o eros, o sonho e o delírio. Com os surrealistas verifica-se uma revolta contra a razão. A "revolução permanente" é acompanhada pelo primado do amor. O poeta é um possuído, um vidente. O seu primeiro objectivo é o conhecimento de si mesmo, ele procura a sua alma, deixa-se cultivar e elevar-se. O poeta não vive como o cidadão comum, é um descobridor de mundos, um experimentador de si mesmo, um louco divino. Expande-se em visões, sonhos e delírios. Inventa novas linguagens. Vive o fogo da criação. Todo ele é libertação.

 

 

António Pedro Ribeiro - Sociólogo e Poeta

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