
Não há diálogo possível com o partido da morte. Com os Trumps, com os Netanyahus, com as Ursulas, com os Costas, com os Montenegros, com os Venturas, com os Macrons, com as Le Pens e quejandos. Não há diálogo possível com os grandes patrões, com os Grandes Irmãos, nem com os senhores da finança e dos computadores. Não podemos pactuar mais com aqueles que atiram ao lixo transportes públicos, SNS's, escolas, jornais, livrarias, bibliotecas e inúmeras conquistas sociais e culturais. Chegamos a um ponto de uma tal avidez financeira, incapaz de admitir qualquer manifestação de vida, a não ser a de ela "ser sacrificada no altar do lucro", como bem avisou o situacionista Raoul Vaneigem. Eis o triunfo da morte sobre a vida.
Eis no que deram o comércio livre e a respectiva ideologia liberal ou neo-liberal: na transformação do ser humano numa mercadoria. Daí o desmantelamento dos serviços públicos, a grande crise da habitação, a mercantilização da saúde e a destruição do livre pensamento, do amor, da amizade, do próprio prazer e da sabedoria. Saíamos da caverna, irmãs, irmãos, e acordemos de uma vez por todas!
António Pedro Ribeiro, Sociólogo e basta, embora saibamos que a sua poesia liberta...