Voz da Póvoa
 
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O IMPÉRIO DO NEGÓCIO E O FIM DAS UTOPIAS

O IMPÉRIO DO NEGÓCIO E O FIM DAS UTOPIAS

Opinião | 16 Maio 2021

"O sistema económico-financeiro diz-nos que não é possível sequer existirem mais utopias. E as pessoas, a partir do momento em que não têm uma utopia, uma paixão, acabam por sofrer uma espécie de depressão e começam a unir-se em volta de causas simples e populares como o futebol, o caso Sócrates, coisas mais fulanizáveis e não contra entidades complexas que dominam realmente a vida das pessoas." (Manuel João Vieira)

O sistema económico-financeiro e o Big Brother dos media, da Google e do Facebook, castram-nos e controlam-nos permanentemente. Até as utopias, as paixões, o amor e a liberdade nos levam sem que nos apercebamos. Atiram-nos para a vidinha, para os futebóis, para o imediato, para o mediático. É proibido reflectir, questionar, colocar as grandes questões. Poucos se revoltam. Poucos põem tudo em causa. Reina o império do negócio, o veneno do comércio e do interesse, feito de embuste, manha, artifício e manobras, que Nietzsche, Jesus, Platão e Aristóteles tanto condenaram. O deus-dinheiro comanda (quase) tudo.

António Pedro Ribeiro – Sociólogo, poeta, cronista e muito mais…

 

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