Voz da Póvoa
 
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O Direito que nasce Torto Não se endireita mais

O Direito que nasce Torto Não se endireita mais

Opinião | 5 Março 2026

 

José Manuel Fernandes ministro da agricultura, embora se desconheça se algum dia pegou numa sachola ou se deitou a descansar num colchão de palha, declarou à Entidade para a Transparência um património pessoal superior a 1,4 milhões de euros, mas semelhante miséria levou o finório membro do Governo a pedir ajuda ao rico Estado para pagar a renda. Desta forma acasalou ao salário de 7190 euros, um subsídio de reintegração profissional de 4065 euros e um subsídio de alojamento de 725 euros, para que assim pudesse viver em Lisboa – cidade onde, consta, é proprietário de duas casas a arrendar. Dirá que foi para não meter na rua os inquilinos. Este é apenas um exemplo de mordomias dos agentes políticos que no seu abuso próprio se dedicam ao uso alheio. Amar o próximo é romper o peito frente ao altar com esta convicção de Fé: o que é meu é meu, e o que é teu é nosso.

Não se arvorem os aconCHEGAdos do antigo regime em paladinos da transparência e pelo respeito das regras do bom senso porque a sua base histórica vem de um tempo em que os pobres não tinham dinheiro para os luxos do calçado e eram multados por andarem escandalosamente com os pés nus pelo chão, como o cãozinho da fotografia. 

Pablo Rios Antão

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