
A sua casa foi construída numa terra rara e isso interessa-me. Por isso, é melhor pôr-se a bulir antes que a ordem de despejo chegue na arrogância de um gatilho.
O aspecto benigno deste comportamento ditatorial é um qualquer governo dito democrático ajoelhar-se à instalação do medo através da nova ordem mundial de quem tem as armas mais poderosas nas mãos. O maligno é não terem percebido que foram eleitos para honrar a constituição da república e os tratados internacionais assinados pela exigência do Direito a ser respeitado como Ser Humano em qualquer parte do globo, até neste miserável promíscuo país.
Não sai ileso deste enredo o chefe de Estado, mas como está de saída avancemos para um próximo que pense pela sua cabeça e não seja caixa-de-ressonância dos que se acham donos disto tudo. É claro que pode levar a família toda para o palco, assim todos ficam a saber que se for eleito, lhes pagaremos todas as manias e mordomias. Mas, lembre-se que é de exigência que se trata e quanto menos exigentes forem na altura de escolher, maior será a fraude de competência do escolhido, do eleito. E ainda há aqueles que continuam a achar que o problema da Europa é a Rússia e a China.
Os portugueses de todos os sexos já sabem que depois da Venezuela, Cuba, Colômbia, Brasil, Gronelândia, Irão e outras tantas terras raras, os Açores são das Lages, a base dos nossos tão justos e amigos americanos, mas que podem querer extremar e oficializar como coisa sua, raptando o presidente do governo da ilha, e entre o ocupar e o comprar, a gente vende e recebe o guito porque o que importa é saber manter a integridade futura da nossa hipocrisia.
O que é preciso é rir para não desperdiçar a vida, para manter a nossa sanidade intelectual enquanto o direito à soberania dos Estados dependerá sempre das suas fraquezas para defender as suas riquezas. Tudo seria mais fácil se esta gente não tivesse pejo em nos mandar para a desgraça.
Pablo Rios Antão