Voz da Póvoa
 
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ESPÍRITO LIVRE

ESPÍRITO LIVRE

Opinião | 1955 | 24 Junho 2020

As TV's intoxicam-nos com o vírus até à loucura. Mas eu estou para lá. Acabei de reler Charles Bukowski, "Os Cães Ladram Facas". E eu também ladro facas. A ouvir Mahler, música clássica, tal como tu, Bukowski. Continuo em fogo à espera que isto rebente de vez. Já nem preciso de álcool. A mente abriu-se, voa, está liberta. Goreti, Isabel, Sandra. O meu espírito está purificado. A revolta contra o rebanho faz parte da redenção. Não sou bem como Jesus. Sou mais como o Espírito Livre de Nietzsche. Danço, canto, tenho o grito primitivo, animal. Mesmo que pense muito, mesmo que esteja sempre a filosofar. Mas solto-me, porra! Não aceito estes imbecis da moeda e do poder! Nasci para muito mais. Nasci para pôr tudo em causa, nasci para provocar. O Sol, o Bom Sol alimenta-me. Sou criança e leão.


António Pedro Ribeiro

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