Voz da Póvoa
 
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Em terras de Cegos quem tem um olho não vê nada do outro

Em terras de Cegos quem tem um olho não vê nada do outro

Opinião | 1 Maio 2026

 

O Governo quer que o trabalhador ponha horas a render no Banco e o dinheiro a crescer na bolsa e no bolso dos atormentados patrões. A sua labuta pode chegar às 50 horas semanais. O mesmo será dizer que dez horas ficam a render no Banco, ou melhor na conta bancária do empregador, não sei se ao mês, ou ao ano. Não tem nada a ver com trabalho escravo, isso é coisa do passado, hoje é só precário.

Há quem lhe chame concertação social, mas não passa de uma negociação por convite. Ou seja, uma fraude, a maior central sindical, a mais representativa dos trabalhadores, nem sequer está nas conversações, ficou à porta. O mesmo acontece com o representante das micro e pequenas empresas, que são a maioria neste país, empregando também no seu conjunto a maior parte do pessoal operário. Quando um governo autoritário trabalha para a manutenção da miséria tem estes comportamentos. 

É por isso que em cada dia que passa empurram a liberdade de Abril contra a parede. Não entendem que fazer vénias ou aplaudir qualquer iniciativa do Trump é a mesma coisa que nomear a raposa como primeira guardiã do galinheiro, mas os imbecis continuam a acreditar na peste como cura das suas ambições políticas e monetárias. 

Os Estados Unidos e Israel violaram o direito internacional? Creio que não, foi apenas por amor e em última análise um acto sexual premeditado. Há quem diga que não foi consentido. Tenho outra visão mais futurista, foi com sentido de arrogância extrema e a pensar num mundo melhor para os dois géneros, os outros não merecem a distribuição de dividendos, as suas acções são infrutíferas e estéreis. A nova ordem mundial é provocar a desordem para que todos se sintam na obrigação de estender a mão ao opressor, sabendo que a única lei é imposta pelo tirano que diz dormir bem para ambos os lados da sua psicopata tirania. Não sei o que nos espera, mas entre a parede e a espada é necessário ter a coragem de escolher esta última.

Pablo Rios Antão

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