Voz da Póvoa
 
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E se o político fosse um Cidadão?

E se o político fosse um Cidadão?

Opinião | 11 Outubro 2021

O nosso, mesmo que não tenha votado nele, primeiro-ministro, António Costa, disse que os membros do Governo, individualmente “enquanto cidadãos”, partilham da “revolta geral e da perplexidade” face à fuga do antigo presidente do BPP João Rendeiro. Penso que outras fugas de figuras de estampa têm a mesma perplexidade dos membros do governo.

Aliás, com estas declarações vamos todos acreditar que o primeiro, o segundo e todos os Ministros e Secretários de Estado com pasta e sem pasta, deste Governo, enquanto cidadãos, partilham da revolta geral e da perplexidade de haver mais de oito mil pessoas sem-abrigo com um tecto de estrelas, cerca de dois milhões de portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza, milhares de desempregados, outros tantos com empregos precários e a malta jovem, que sai da universidade, a estagiar nas empresas com o Estado, que somos todos nós, a pagar o salário. Depois, vem o desemprego e novo estagiário. No tempo do meu avô pagava-se para aprender uma profissão. Será que é o tempo a fazer marcha atrás?

Quanto aos desempregados de longa duração, que se amanhem num curso sem recurso a emprego, para entreter e sair da estatística. Aos 30, 40, 50 anos estão velhos ou quem emprega não quer perceber que a experiência é meio caminho andado para a rentabilidade, para o lucro. Os centros de desemprego nunca foram os títulos que ostentam, servem apenas para falsear os números e humilhar quem procura trabalho.
  
O problema deste país foi, é e continua a ser uma visão empresarial sem futuro, mas com um presente enriquecedor, de puro saque. Investir a pensar lucrar amanhã é discurso para pacóvio ver e ouvir. Amanhã é sempre longe para quem vive no passado. Antigamente é que era. O meu mercedes é melhor que o teu...

Pablo Rios Antão

 

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