
No ano 2026 da era cristã, em Portugal, uma criança não tem direito a despesas de funeral porque não teve carreira contributiva, recebendo apenas subsídio de funeral no valor de 261 euros. As despesas de funeral correspondem a 1567 euros (3xIAS). Dói o coração saber da insensibilidade de todos os governos nestes 52 anos de democracia encapotada. Não se compreende como ainda nenhum deputado ou grupo parlamentar colocou essa questão na Assembleia da República. Há pais que perdem um filho e têm dificuldade em pagar o funeral do ente mais querido. Saber que deputados legislaram para terem uma boa subvenção vitalícia é insultuoso.
Por: Ademar Costa, poeta e cronista