Voz da Póvoa
 
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Dois Minutos para os Direitos Humanos

Dois Minutos para os Direitos Humanos

Nacional | 25 Julho 2026

 

MOÇAMBIQUE

Um vídeo nas redes sociais partilhado com a Amnistia Internacional e confirmado pela polícia moçambicana mostra um agente, à civil, a disparar contra um homem – posteriormente identificado como Narciso Castigo Sambo (também conhecido como Macovo) – depois de ter sido imobilizado por outros agentes, a 18 de julho. A propósito deste vídeo, Tigere Chagutah, da Amnistia Internacional, defendeu que “o assassinato de Macovo, à semelhança de uma execução, depois de imobilizado, constitui uma violação flagrante do direito à vida consagrado na Constituição de Moçambique. Constitui também uma violação dos tratados internacionais e regionais de direitos humanos de que Moçambique é parte”.

UNIÃO EUROPEIA

É mais do que vergonhosa a recusa persistente da União Europeia (UE) em suspender o seu Acordo de Associação com Israel, afirma a diretora sénior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Amnistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, perante a notícia de que falhou um entendimento, no Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros de 13 de julho, para restringir o comércio com os colonatos ilegais israelitas. Os países empenhados em defender o direito internacional não podem ficar em silêncio enquanto outros minam os princípios que afirmam defender.

LÍBANO

Três ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, em março de 2026, que mataram 24 civis — 12 dos quais crianças — e exterminaram famílias, devem ser investigados como crimes de guerra. A organização investigou três ataques israelitas que destruíram habitações civis no bairro de al-Thakana, no distrito de Tiro, na aldeia de Irkay, no distrito de Saida, e no bairro de al-Rahbat, no distrito de Nabatieh, nos dias 6, 12 e 13 de março, respetivamente. Entre os mortos contavam-se 12 crianças, com idades compreendidas entre os cinco e os 16 anos, seis mulheres — incluindo uma grávida — e seis homens. Pelo menos outras 18 pessoas ficaram também feridas.  

IRÃO

Em janeiro, as forças de segurança iranianas levaram a cabo execuções em massa ilegais a uma escala sem precedentes, para reprimir os protestos que exigiam dignidade, liberdade e o fim do sistema da República Islâmica. Mataram milhares de manifestantes e transeuntes entre 8 e 9 de janeiro de 2026. Diana Eltahawy, diretora regional adjunta para o Médio Oriente e Norte de África da Amnistia Internacional, afirmou, para assinalar a data, que “seis meses depois de as forças de segurança do Irão terem matado ilegalmente milhares de homens, mulheres e crianças em todo o país, a incapacidade da comunidade internacional de tomar medidas significativas para garantir que seja feita justiça internacional é indefensável.”

PALESTINA

As autoridades israelitas devem libertar imediatamente o pediatra palestiniano e diretor do hospital Kamal Adwan, Dr. Hussam Abu Safiya, detido arbitrariamente. O apelo surge na sequência de relatos de um advogado que visitou Abu Safiya, segundo os quais existe uma ameaça iminente à sua vida, como consequência da tortura e de outros maus-tratos que tem vindo a sofrer sob custódia israelita. O Dr. Hussam Abu Safiya encontra-se detido arbitrariamente em prisões israelitas desde 27 de dezembro de 2024 – há mais de 18 meses – sem acusação nem julgamento, data em que foi detido enquanto prestava serviço no seu hospital, na cidade de Gaza. 

24 de julho de 2026
Amnistia Internacional Portugal

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