Voz da Póvoa
 
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Trabalhadores da Misericórdia em Protesto

Trabalhadores da Misericórdia em Protesto

Local | 2 Agosto 2021

Um grupo de Trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim, cumpriram um dia de greve na sexta-feira, dia 30 de Julho, reivindicando melhores condições de trabalho, melhores salários e horas extra que dizem estar em falta. As funcionárias querem respostas da direcção, mas se isso não acontecer, prometem denunciar a situação à segurança social e regressar aos protestos.

Célia Vareiro, ajudante de acção directa na Unidade de Cuidados Continuados – UCC de longa duração, explica a razão que levou ao protesto frente à entrada de serviço da Santa Casa da Misericórdia: “A falta de recursos humanos para se trabalhar e prestar um serviço digno e adequado aos utentes que estão na nossa instituição. O pagamento do trabalho suplementar que se fez durante o Estado de Emergência. Foram cerca de seis meses de trabalho em horário de espelho, 12 horas por dia, em que tínhamos seis dias consecutivos e seis em descanso, mas pelo meio faltaram as folgas. Ou seja, reivindicamos o devido pagamento dessas horas que foram trabalhadas e não pagas na totalidade, e está a fazer um ano que terminámos os horários de espelho”.

A dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal – CESP, acrescenta que, “pedimos a melhoria da qualidade das refeições dos funcionários, a melhoria nos equipamentos que a instituição tem, desde camas elevatórias, entre outros necessários. É muito violento o trabalho que estamos a prestar neste momento porque houve um acréscimo de serviço devido aos espaços que têm que ser higienizados para receber visitas, mas não houve um aumento de recursos humanos. Bem pelo contrário, há dias em que no somatório dos turnos chegam a faltar dez trabalhadores. Sentimos como missão que as pessoas que vivem na instituição merecem todos os cuidados, mas com as limitações que temos é um desgaste muito grandes para as funcionárias”.

E Célia Vareiro conclui: “Os trabalhadores estiveram cá, não desertaram. Alguns foram infectados e acabaram por, em casa, infectar familiares. O trabalho que sempre valorizamos, é o nosso meio de subsistência e queremos ser compensadas por isso”.

Quem também marcou presença foi Jorge Machado, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal, que apoiou a luta das trabalhadoras em greve, no mesmo dia em que o seu partido entregou as listas dos candidatos no Tribunal da Póvoa de Varzim a todos os órgãos autárquicos, incluindo Juntas de Freguesia.
 
 Recordamos que a instituição tem 250 funcionários e mais de 120 idosos residentes (em lar, UCC de média e longa duração e pensionato).

 

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