
O treinador poveiro, Al ’Bino’ Maçães, que deu os primeiros passos no futebol no Averomar FC, de onde saiu para o Varzim SC, FC do Porto, Sporting CP, entre outros, foi homenageado, no dia 19 de Janeiro, pelo Rotary Club da Póvoa de Varzim, como o profissional do ano 2025. Recordamos que o técnico português conquistou ao serviço da selecção nacional, os títulos Europeu e Mundial de Sub17. Foi uma noite que encheu de orgulho os presentes e convidados, entre os quais, a Presidente da Câmara Municipal, Andrea Silva, Domingos Paciência, representante da Federação Portuguesa de Futebol, e Pedro Azevedo, jornalista poveiro, colaborador da Sport TV.
Para o presidente do Rotary Club da Póvoa, Afonso Pinhão Ferreira, “não é para qualquer um, envaidecer o nosso país e a nossa comunidade com um título europeu e um título mundial do desporto internacional. Acontece poucas vezes. E para além de se tratar de um prestígio nacional, é também uma vanglória para a comunidade poveira. Representa o auge, o sucesso de uma carreira profissional e o Rotary mais não é que um clube de profissionais. Razão de sobra e argumento forte para esta merecida distinção”.
E enaltece o homenageado: “São precisamente individualidades com a classe e humildade de Bino Maçães que testemunham que na comunidade globalizada é possível a cada humano viver e exceder-se ao invés de só existir e sobreviver. Foi com objectivos bem traçados, sem muitas palavras, com dilatada competência e sobretudo com a reconhecida liderança que o Bino Maçães venceu e fez vencer. Desde o início, acreditou sempre nos seus jogadores, tirou os pontos fortes de cada um, criou equilíbrio e personalidade, deu confiança, transmitiu força a todos através de uma doutrina grupal. Pessoas como o Bino são aves reais, que voam muito alto, que veem ao longe com precisão, que efectuam voos de treino constantemente e que lutam de forma disciplinada para atingir os alvos que colocaram na mira. Mas, quando alcançam as metas, logo ensaiam novos voos. Porque são excelentes na sua formação e preparação, tratam a competição por tu, e vivem-na a respirar a ética da solidariedade humana, aceitando que a derrota é a aprendizagem, e a vitória mais não é que a consequência da sua competência”. E conclui: “Certos que não são coisa divina e muito menos juízes do próximo, aceitam que existem derrotas, mas não aceitam o estatuto de derrotado. Levantando o voo, sempre que há diversidade, brota, certos que são parte individual de um todo social, aceitam que a vitória é um sentimento que se vive humildemente. É assim o nosso Bino Maçães”.
Para Pedro Azevedo o Rotary não está só a homenagear um campeão: “Está também a ser homenageado um homem que é uma espécie de arquétipo supremo dos valores do desporto, pela sua postura, o seu comportamento, porque nunca ninguém ouviu o Bino Maçães nos seus discursos ao longo da sua carreira como jogador e treinador, a fazer um discurso acintoso, agressivo, ofensivo, a fazer um discurso maldoso. O Bino Maçães está, de facto, no futebol e no desporto como um valor acrescentado. E eu tenho um grande orgulho em saber que ele é meu conterrâneo”.
Domingos Paciência que além de amigo foi companheiro de equipa no FC do Porto disse “ser um orgulho estar à frente da selecção e ter selecionadores e treinadores como o Bino, porque é isto que nós queremos. Queremos ter sucesso, homens competentes, homens profissionais, e Bino Maçães, neste momento, é uma mais-valia da Federação Portuguesa de Futebol. Hoje, está a ser homenageado e com todo o mérito por aquilo que fez, mas é um sucesso de todos, dos jogadores, das associações, dos treinadores, dos dirigentes, tudo quando faz parte desta grande dimensão que é a Federação Portuguesa de Futebol. E é essa a nossa preocupação, é fazer com que nós tenhamos sucesso, e o Bino deu-nos esse sucesso no ano passado”.
Foi com grande orgulho que o homenageado Bino Maçães recebeu a distinção do Rotary, mas foi com humildade que a acolheu: “de facto, especiais foram os jogadores. Eu só os ajudei a seguirem o caminho, mas todo o mérito e todo o trabalho foi deles. E por isso, estou muito orgulhoso de facto desta caminhada, foi um ano fantástico para todos nós, um grande orgulho de ser poveiro, um grande orgulho de ser averomarense e, estarei sempre disponível para aquilo que seja preciso, para representar da melhor forma a minha terra e mais do que isso, mostrar os valores que eu acho que me identificam, mas que também identificam uma região, que são os valores da solidariedade, os valores da persistência e de nunca desistir. Por isso, nós na nossa vida vamos tendo momentos altos, momentos que não são tão bons, mas saber dar a volta por cima, reagir e manter-nos fiéis àquilo que nós somos, eu acho que é fundamental, até naquilo que é o nosso crescimento enquanto seres humanos”.
Por último, Andrea Silva lembrou e agradeceu ao homenageado “a possibilidade de, como Presidente da Câmara, ter sido o primeiro voto de louvor que eu pude levar à Câmara, de um campeão do mundo poveiro. Isto foi um orgulho enorme, Bino! Obrigada. Dizer-vos que, naturalmente, que esta cerimónia do Profissional do Ano do Rotary Club da Póvoa de Varzim marca e honra não só uma pessoa, mas é um percurso, que é um exemplo. E eu acho que ser escolhido Profissional do Ano não acontece por acaso. Acontece quando a competência, quando a ética, quando a dedicação e a humanidade se cruzam de forma consistente ao longo do tempo”.
Por: José Peixoto