Voz da Póvoa
 
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Produtores Poveiros Garantem Abastecimento de Hortícolas

Produtores Poveiros Garantem Abastecimento de Hortícolas

Local | 1949 | 25 Março 2020

Os produtores de hortícolas da Póvoa de Varzim continuam a operar nas suas explorações agrícolas, apesar das contingências provocadas pelo COVID-19, por forma a assegurar o abastecimento do mercado e a procura dos consumidores.

Apesar da declaração do Estado de Emergência, Manuel Silva, presidente da Horpozim – Associação dos Horticultores da Póvoa de Varzim, garantiu que “os nossos produtores continuam a trabalhar a terra, mas temos o cuidado de recomendar a todos os nossos associados para que cumpram as regras da Direcção-Geral da Saúde, lembrando que é importante que se mantenha saudáveis para trabalharem numa altura em que Portugal precisa de todos. Pedimos que se resguardem do contacto social e que quando estão estiveram nas explorações mantenham a distância entre os trabalhadores”.

A Horpozim é uma organização com mais de 600 associados e gera um volume de negócios a rondar os 100 milhões de euros. No entanto, o novo coronavírus já provocou quebras no fornecimento de legumes para mercados e feiras nas regiões do Vale do Ave e Vale do Cávado. “Muitos mercados e feiras estão encerrados, como a Feira de Barcelos, e ao nível das exportações a quebra é mais acentuada, nomeadamente para Espanha e França, devido aos constrangimentos de circulação, uma vez que muitas transportadoras recusam-se fazer o transporte dos produtos para países que condicionam depois o regresso a Portugal”, explicou Manuel Silva.

Relativamente às matérias-primas necessárias para a actividade hortícola, como adubos, plantas ou produtos fitossanitários, Manuel Silva refere que “não tem havido quebra nas cadeias de fornecimento”.

Apesar das indicações de que o vírus não se transmite através dos alimentos e que sobrevive pouco tempo em superfícies, o presidente da Horpozim pediu aos seus associados para que redobrem os cuidados de higiene: “A segurança alimentar está sempre no topo das nossas prioridades, mas pedimos aos nossos produtores-associados que tenham ainda mais atenção nesta fase com a higiene dos produtos e das pessoas. E caso sintam sintomas, devem-se afastar das explorações”.


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