Voz da Póvoa
 
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Desfolhadas da Alegria

Desfolhadas da Alegria

Local | 1926 | 2 Outubro 2019

O Pão Entre as Mãos e o Forno

Somos levados para o passado quando o presente nos aparece em tradição. A viagem é longa. Tinha início com a arranca da batata, onde a terra recebia o milho, não para comer mas para frutificar. Brotava da terra como copo de asas. Depois era mondado para crescer sem afronta de milheiro por perto até dar espiga.

Em tempos era habitual desfolhar uma espiga de leite para assar na brasa. Também os animais recebiam na manjedoura os tendões do milho que era cortado por mãos sábias, antes de secar. Quando do verde sobrava apenas o amarelar seco, era feita a sega por foicinhas afiadas e aos molhos carregado em carros de bois. Depois eram descarregados na eira para a desfolhada. As gentes da aldeia juntavam-se em cantares e alegrias resultantes do avermelhado milho-rei que dava direito a abraço, um beijo ou um pé de dança com a menina dos nossos olhos.


Leia a notícia na íntegra na edição impressa

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