
Na capela mora uma Senhora Nossa que saiu de Belém para abençoar a Giesteira, um lugar que em cada dois anos une-se para celebrar a mãe de Jesus. Para que a sua passagem seja uma honra, as pessoas colhem flores e criam nas ruas tapetes por onde passa o cortejo religioso, como os seus figurantes e andores que compõem a tradicional procissão, que vem de um tempo longe. Entre 8 e 12 de Julho, no Lugar da Giesteira, partilhado pelas freguesias de Beiriz e Póvoa de Varzim, o tempo foi de veneração.
Como habitualmente, a Rusga de Belém apresentou-se em palco para buscar a saudade que deixou nas ruas da cidade, no campo do Varzim e no cortejo luminoso. No dia seguinte, sábado, foi a vez de Augusto Canário animar as centenas de pessoas que responderam à chamada da alegria dos cantares ao desafio e outras constelações no ar formadas pelo fogo-de-artifício.
No domingo, logo pela manhã, as Bandas de Música da Póvoa de Varzim e a Banda Cabeceirense, uma das filarmónicas mais antigas e prestigiadas em actividade, ofereceram os melhores sopros em concerto muito aplaudido. Seguiu-se uma Missa solene em honra de Nossa Senhora de Belém.
A tarde trouxe a majestosa procissão conduzida pela fanfarra dos Escuteiros de Beiriz, que percorreu o bairro de Belém saído da Giesteira, regressando à capela onde a Senhora mãe habita, no Largo de Belém.
Saiba que o Lugar da Giesteira, em Belém, ainda é habitado por uma réstia de respeitadas famílias de lavradores, que em cada ano, um deles, assumia a despesa ou parte dela, das festas em honra da venerada Senhora do lugar. Hoje, já não é bem assim, mas há sempre alguém que une esforços e corações para manter a tradição e a fé.
Fotos: D, Reservados