Voz da Póvoa
 
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Cruz Vermelha Projecta a Integração profissional de Desempregados

Cruz Vermelha Projecta a Integração profissional de Desempregados

Local | 16 Maio 2021

O Estado renovou-se de Emergência no país com confinamentos sucessivos, mas o tempo de ficar em casa parece ter acabado e a tarde de Sexta-feira, serviu para assinar um Protocolo de Colaboração entre o Município da Póvoa de Varzim, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Lipor, com o objectivo de implementar localmente o projecto Incubadora de Ativação Social (IncubAS).
A parceria assinada no pólo da biblioteca Diana Bar, pretende apoiar a integração profissional da população desempregada, curta e longa duração ou à procura de emprego, entroncando-se no âmbito do Projecto CLDS 4G fomentado pela Cruz Vermelha da Póvoa de Varzim.

Para além do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, marcaram presença o Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, Francisco George, o Vice-Presidente Nacional do Instituto Emprego e Formação Nacional, António Leite, a Diretora Adjunta do Centro Distrital do Instituto de Segurança Social, Rosário Loureiro, e a Presidente da Cruz Vermelha da Póvoa de Varzim, Luísa Tavares Moreira. Na plateia foram muitas as associações representadas, tal como empresários, uma vez que o projecto apresentado visa facilitar a ligação entre entidades empregadoras e potenciais candidatos.

Aires Pereira recordou que, “durante a pandemia fizemos um bom trabalho em rede integrando todas as associações. A Câmara Municipal liderou esse bloco, fez chegar a cada uma das instituições o que era necessário. O trabalho em rede permite não deixar ninguém pelo caminho, conseguimos identificar todas as situações e os sectores que temos que intervir. Houve pessoas que arrastadas pela pandemia ficaram desempregadas, em situação complicada e a precisar de ajuda. Queremos integrar as pessoas na nossa sociedade, dar-lhes um projecto de vida, para que possa manter a sua autonomia e recuperar a sua dignidade”.

A componente social tem associada uma vertente de sustentabilidade, através da parceria firmada com a Lipor, como explica o Presidente do Conselho de Administração, Aires Pereira: “Estamos a criar um novo nicho de oportunidades de formação para pessoas que estejam interessadas neste trabalho de reparação de equipamentos electrónicos que pode dar origem a pequenas empresas ou a emprego próprio. Através do Clube dos Reparadores irá formar a comunidade para a prevenção de resíduos e dotá-la de capacidade para executar recuperações de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos, numa altura em que os números são cada vez mais impressionantes, por ano produzem-se 50 milhões de toneladas de resíduos eléctricos e electrónicos, à uma escala mundial”.

Quem também fez questão de elogiar o trabalho que está a ser4 feito ao nível social na Póvoa de Varzim foi Francisco George: “É um orgulho participar em iniciativas que promovem e fomentam este trabalho em rede com todas as entidades, nomeadamente com a Câmara Municipal, mas também outras instituições, sejam do sector privado social ou da administração pública. É importante que o país conheça aquilo que se faz de bom na perspectiva de poder ser multiplicado e replicado noutros municípios. É esse o nosso trabalho. Todos assistimos à apresentação de um conjunto de projectos muito interessantes no contexto da intervenção social inovadora, naquilo que diz respeito ao emprego, mas também ao ambiente. O Clube de Reparadores é muito interessante, todos deveriam conhecer melhor a importância de repararem equipamentos eléctricos e electrónicos. Temos também novas formas de apoiar as famílias que precisam de alimentos. O Cartão Dá, da Cruz Vermelha, que está instituído na Póvoa de Varzim a título experimental, os primeiros resultados são muito animadores. As pessoas que precisam, em lugar de irem buscar um cabaz, ganham mais dignidade em ir às compras por iniciativa própria”.

Dá-lhe a cana não lhe dez o peixe, é para o Presidente da Cruz Vermelha o caminho a seguir: “É o essencial de toda a ajuda, incluindo na actividade social. É mais importante fazer formação, dar uma cana e ensinar a pescar do que dar um peixe hoje e não o ter amanhã. Sabemos que 15% da população portuguesa passa por dificuldades. Há muitas desigualdades sociais. Com este esforço que está a ser feito na Póvoa de Varzim temos que reduzir e eliminar, de preferência, as desigualdades sociais. Se não o fizermos não estamos perante um país democrático. A democracia impõe igualdade de acesso aos bens essenciais”.

Quanto a Luísa Tavares Moreira, a aposta na formação e na criação de sinergias com empresas é fundamental: “O foco no emprego, nas famílias e na proteção da criança são os objectivos do ‘Projeto IncubAS’. O desemprego foi sempre uma preocupação para a delegação da Cruz Vermelha Portuguesa da Póvoa de Varzim. Com o apoio de alguns empresários já conseguimos empregar algumas pessoas. Agora o novo programa assenta no ‘Projeto IncubAS’ e numa parceria com a Lipor, e a Câmara Municipal. A bolsa que criamos pretende dar resposta ao desempregado, que pode ser motivado a criar o seu próprio emprego, mas também é importante que o empresário que lhe dá trabalho tenha sucesso na aposta”.

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