Voz da Póvoa
 
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A VOZ DO PRESIDENTE

A VOZ DO PRESIDENTE

Local | 1948 | 18 Março 2020

António Pontes nasceu em 1963, na freguesia de Amorim, mas uma história de amor trouxe-o até Laúndos, terra que o acolheu de braços abertos e onde constituiu família e consolidou uma actividade profissional ligada à serralharia e reparação de motores eléctricos. Homem afável, bem-disposto, sempre disponível para ajudar e trabalhar em prol da sua freguesia, diz quem o conhece que é muito amigo do seu amigo. Preza valores como a família, a amizade e o serviço ao próximo, principalmente junto de quem mais precisa.

Contra todas as projecções, António Pontes conquistou a Junta de Freguesia de Laúndos em 2009, ao encabeçar o movimento independente ‘Inovar Laúndos’. Ao longo destes três mandatos, os dois últimos pelo PSD, partido do qual é militante, deixa obra feita na freguesia, sem esquecer as políticas de proximidade, a acção social e o apoio às associações e colectividades locais. Com a humildade que o caracteriza, sempre que necessário, António Pontes arregaça as mangas e deita mãos à obra. Ser um bom líder passa por também dar o exemplo.

“Nasci em Amorim, mas em 1987 casei com uma lanutense e vim para Laúndos, terra que me acolheu como um filho. Durante algum tempo estive emigrado na Suíça, até me fixar em definitivo na freguesia. Actualmente, tenho uma serralharia e também faço montagem e reparação de motores eléctricos”, contou à nossa reportagem.

António Pontes sempre gostou de política, inclusive quando era mais novo chegou mesmo a colar cartazes, e foi a vontade de trabalhar em prol da sua freguesia e o apoio que sentiu por parte da população que o motivaram a avançar. “Nas autárquicas de 2009, encabecei o movimento independente ‘Inovar Laúndos’ porque queria dar o meu contributo para o desenvolvimento e sustentabilidade da freguesia. Como era militante do PSD, nunca pensei concorrer por outro partido. No entanto, o PSD já tinha o seu próprio candidato, daí ter decidido criar este movimento, que na altura até teve o apoio do PS, mas o porta-a-porta foi a expensas próprias”, lembrou o autarca.

Para surpresa de muitos, António Pontes venceu as eleições em Laúndos, um dos bastiões do PSD, com 52,05% (661 votos), contra os 45,04% (572 votos) obtidos pelos sociais-democratas: “A nossa vitória foi surpresa só para quem não era de Laúndos porque, desde que oficializamos a nossa candidatura, sentimos o apoio dos lanutenses. Foi uma onda em crescendo e na sexta-feira anterior às eleições, quando encerramos a campanha eleitoral, tínhamos um mar de gente a apoiar. Inclusive, muitos jovens recensearam-se só para poderem votar. Era a força da mudança”.

Mas os primeiros tempos não foram fáceis, acrescenta António Pontes: “Não tinha experiência autárquica.  Começamos praticamente do zero. E os primeiros três meses foram, sobretudo, de adaptação e de organização dos dossiers”.

Organização e Requalificação da Rede Viária da Freguesia

A organização e requalificação da rede viária tem sido uma das principais apostas de António Pontes à frente da Junta de Freguesia de Laúndos. O edil elencou as muitas intervenções realizadas e que há muito eram ansiadas pela população. “Começamos no início de 2010, com o alargamento da Rua Manuel Gonçalves, uma reivindicação antiga dos moradores. Dirigi-me à família Capela, que era proprietária de uns terrenos, que compreendeu a necessidade do alargamento e deu autorização para que fizéssemos a obra, que teve um impacto imediato na freguesia”.

E prosseguiu: “Nesse mesmo ano, eu e a minha equipa criamos a actividade ‘Limpar Laúndos’, para a limpeza de matas. Muita gente da freguesia tinha o mau hábito de depositar restos de obras nos caminhos ou à entrada de bouças e todos os anos, antes da Páscoa, desenvolvemos acções de limpeza, com o envolvimento dos escuteiros e da população”.

A aquisição de um tractor por parte da Junta de Freguesia também facilitou o trabalho, lembra António Pontes: “Quando era preciso um tractor tinha que pedir ao Arlindo Alves, que sempre foi muito prestável. Certo dia, falei com o presidente da Câmara Municipal, José Macedo Vieira, que me aconselhou a adquirir um tractor para a Junta de Freguesia e foi a melhor decisão que podíamos ter tomado, porque temos feito muita obra com o apoio da máquina”.

O edil recordou também a intervenção realizada na Rua dos Bragas, junto à Escola Básica das Machuqueiras: “Havia um muro todo desfeito, em pedra, e falamos com os proprietários para a cedência de terreno para o alargamento da rua. Avançamos com a obra que teve um impacto muito positivo na freguesia porque aumentou a capacidade de estacionamento junto à escola. E na Rua Monsenhor Pires Quesado, que também era muito apertada, o que dificultava o trânsito automóvel, falei com os proprietários, que foram muito compreensíveis, e também conseguimos concretizar o alargamento da via”.

António Pontes destacou também a construção de um edifício, junto ao cemitério, para a instalação de casas-de-banho e de uma caixa multibanco: “Foi uma obra cara, mas valeu a pena o dinheiro investido. Também conseguimos que fosse instalado um multibanco junto à Nossa Senhora da Saúde, depois do arranjo urbanístico que realizamos, em que instalamos novas casas-de-banho e um painel de azulejos, recuperamos o tanque centenário e embelezamos toda a área envolvente. O dinheiro nunca sobra, mas é dinheiro bem investido em obras e intervenções que vão ao encontro dos anseios e necessidades dos lanutenses e de quem nos visita”.

Concluído o primeiro mandato, António Pontes foi convidado pelo PSD para encabeçar a lista social-democrata à Junta de Freguesia de Laúndos nas autárquicas de 2013. “Não escondo que fiquei contente e orgulhoso por receber o convite, sinal que o partido também reconheceu o trabalho que desenvolvi durante os primeiros quatro anos”.

Ainda no âmbito da requalificação da rede viária, António Pontes destacou a empreitada realizada na Rua dos Maiatos, na Rua dos Serradores e na Rua Casa de Bragança. “Sem diálogo e sem a compreensão dos proprietários dos terrenos, não seria possível fazer estas obras, que melhoraram e muito a circulação automóvel na freguesia. Ainda no ano passado, fizemos um novo arruamento, a Rua da Magosa, que liga Laúndos a Rates. Era um caminho estreito, em terra batida, falei com os proprietários e toda a gente colaborou. Apesar de lá correr muitas linhas de água, fizemos forras, procedemos à drenagem em toda a rua, e concretizamos a obra. E aproveitamos para intervir também na Rua dos Bombeiros Voluntários”.

E acrescentou: “Há dias demos início à intervenção num arruamento, que liga a Rua do Fontanário ao Mapadi, uma obra prometida há mais de 20 anos, em todas as campanhas eleitorais, e que chegou a hora de concretizar. Trata-se de uma intervenção muito importante, até porque liga a freguesia de Laúndos a Terroso, de forma mais rápida e sem haver necessidade de ir à Estrada Nacional”.

Projectos Alavancam a Melhoria da Qualidade de Vida dos Lanutenses

A Águas do Norte está a iniciar a empreitada de execução do Interceptor de Laúndos. O investimento, no valor de cerca 600 mil euros, inclui a construção de aproximadamente sete quilómetros de interceptor gravítico de saneamento de águas residuais, com o prazo de execução de 210 dias.

A empreitada consiste na execução do interceptor de Laúndos Nascente, a instalar ao longo da ciclovia entre o Parque Industrial de Laúndos e a Avenida 25 de Abril, na Póvoa de Varzim. Esta obra é parte integrante da interligação entre o subsistema de Laúndos e a ETAR do Ave, localizada na freguesia de Tougues, em Vila do Conde, e permitirá que os efluentes gerados nas freguesias localizadas na parte norte do concelho da Póvoa de Varzim sejam encaminhados para tratamento adequado naquela infraestrutura de tratamento de águas residuais, que se encontra em funcionamento desde 2010. Com a execução desta infraestrutura de drenagem de águas residuais, pretende-se resolver muitos dos problemas de drenagem de águas residuais na parte norte do município da Póvoa de Varzim, o que permitirá uma melhoria significativa da sua qualidade de vida e a preservação do meio-ambiente.

“Surgiu a oportunidade de instalar um interceptor de águas residuais ao longo da ciclovia, que fará a ligação entre o subsistema de Laúndos e a ETAR do Ave, uma obra da responsabilidade da Águas do Norte. O saneamento básico é um bem essencial à população e vai ser uma realidade na freguesia de Laúndos”, afirmou António Pontes.

A ampliação do cemitério e a construção da Casa Mortuária são outras duas obras necessárias e que estão em curso, adiantou o autarca. “Neste momento não temos campas disponíveis, pelo que vamos concretizar o alargamento do cemitério, uma obra necessária e que só é possível graças ao apoio da Câmara Municipal. Negociamos o terreno com o proprietário e em breve vamos proceder à escritura para dar início aos trabalhos. Sensivelmente, vamos ter mais 120 campas, com zonas verdes, por forma a embelezar e dignificar todo o espaço. Relativamente à Casa Mortuária, uma obra que iniciamos há dois anos, localizada por detrás do Santuário, deve ficar concluída já este ano”.

Os fontanários da freguesia também têm sido alvo de acções de manutenção e reparação. “Reparamos o de Rapejães, a Fonte da Bica e já pedi orçamento para reparar o Tanque e a Fonte das Minas, que é património da Junta de Freguesia e que temos a obrigação de zelar, depois das enxurradas terem feito tombar os muros”.

Noutro âmbito, e mesmo não sendo uma competência da Junta de Freguesia de Laúndos, já que a obra está a cargo da Câmara Municipal, o autarca António Pontes tem acompanhado o projecto de ampliação e requalificação da Escola das Machuqueiras: “Já vi a maquete e vamos ficar com uma escola praticamente nova, com cantina, pavilhão e mais salas de aula”.

Parque Industrial de Laúndos Gera Riqueza e Emprego

A freguesia de Laúndos bem se pode orgulhar de ter o maior parque industrial do concelho. Face à grande procura que existe por novas áreas industriais, está em desenvolvimento uma nova área para a instalação de novas empresas. Prende-se com o antigo terreno que tinha sido comprado pela LIPOR para a construção de um aterro sanitário. Como já não vai ser executado, a nascente da Estrada Nacional 205, são mais 60 hectares que vão ser disponibilizados para área industrial.

Ainda recentemente, o executivo camarário aprovou a suspensão parcial do Plano Director Municipal na Zona Industrial de Laúndos, reforçando que esta medida permite que os licenciamentos em curso, nomeadamente as novas instalações da Mercadona e outros projectos que estão a ser desenvolvidos para aquela zona, possam avançar sem terem de esperar pela conclusão da Unidade de Planeamento e Gestão.

António Pontes é o primeiro a reconhecer que a implementação de empresas no Parque Industrial de Laúndos tem gerado mais riqueza e emprego: “Saudamos a procura que tem havido para a instalação de mais unidades no nosso parque industrial, já que possibilita a criação de emprego e contribui para o crescimento da economia local, dando como exemplo o facto de os nossos restaurantes estarem quase sempre cheios. Dentro daquelas que são as nossas competências, a Junta de Freguesia tem a preocupação de proceder à limpeza dos arruamentos para que o parque se mantenha limpo e asseado”.

Monte de S. Félix no Epicentro do Desenvolvimento Turístico

Existem muitos e bons motivos para conhecer e visitar a freguesia de Laúndos. Entre os vários pontos de interesse e de lazer, destaca-se o Monte de S. Félix, que se eleva 200 metros acima do nível do mar. É um monte religioso de culto ancestral e no sopé acontece uma das maiores manifestações de cariz religioso da Póvoa de Varzim, a Peregrinação Arciprestal à Nossa Senhora da Saúde, que todos os anos reúne mais de quarenta mil devotos.

Nos inícios do século passado, as escavações realizadas no alto do monte permitiram encontrar, dentro de um púcaro de barro, um par de arrecadas em ouro e um bolo em prata. As arrecadas de Laúndos foram adquiridas e levadas para o Museu Nacional do Porto, hoje com o nome de Soares dos Reis. Pelos numerosos vestígios pré-históricos encontrados, podemos afirmar que os habitantes fabricavam cerâmica micácea e eram artífices de objectos de ourivesaria.

Sendo o Monte de S. Félix um marco natural, em 1850 o Estado Português levantou um marco geodésico no cume. São, contudo, os moinhos de vento que tornam este monte bastante atraente, assim como a Capela de S. Félix, com dois altares setecentistas, erguida nos anos trinta do século XX em substituição de uma pequena ermida que lá existia. A devoção a S. Félix, ‘advogado dos males desconhecidos’, já vem desde tempos remotos e a sua romaria realiza-se no primeiro domingo de Setembro.

A 5 de Setembro de 1998, foi inaugurado o Monumento ao Emigrante, oferta de um luso-brasileiro, Manuel Giesteira, no topo de um escadório, construído nos anos sessenta do século passado pela população de Laúndos, que o mesmo benfeitor renovou e mandou adornar com jardins e várias representações.

“O Monte de S. Félix é um ponto turístico de excelência e temos a preocupação de manter os jardins tratados e o espaço sempre embelezado. Milhares de pessoas visitam Laúndos todos os anos, seja por lazer, desporto ou por motivos religiosos, e a limpeza e o asseio da freguesia representam um compromisso que assumi desde o primeiro dia. Aliás, quando saio de casa pela manhã, tenho o hábito de dar uma volta pela freguesia e se vejo alguma coisa que não está conforme o desejável, trato logo de resolver”.

Acção Social e Apoio ao Movimento Associativo Lanutense

Mais importante que realizar obras e concretizar projectos, António Pontes coloca as pessoas no topo das suas prioridades. Assume-se como um presidente de junta próximo dos seus concidadãos, sempre pronto para ajudar em tudo o que for necessário. “Estou disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Estou sempre presente”, afirmou.

Sob o lema ‘Faça sorrir quem mais sofre em silêncio e vive bem perto de si’, a Junta de Freguesia criou uma campanha, intitulada ‘Laúndos Solidário’, que visa prestar auxílio social a quem mais precisa. De entre as muitas iniciativas, destaca-se o Centro Solidário permanente de recolha de roupa, calçado, brinquedos, produtos de higiene pessoal, produtos alimentares, para disponibilizar a quem estiver necessitado.

A recolha/entrega de bens pode ser realizada todos os dias úteis na sede da Junta de Freguesia de Laúndos e os levantamentos poderão ser efectuados na sede da Junta ou entregues ao domicílio. “Os tempos que vivemos são difíceis. São tempos de crise que precisam ser combatidos com a união de todos. Juntos, sabemos que podemos tornar este mundo melhor”, apelou António Pontes.

O autarca reforçou: “Atentos à realidade dos tempos actuais, procuramos potenciar a criação de respostas mais adequadas aos problemas sociais, rentabilizando os recursos existentes e melhorando as condições de vida da população, numa óptica de prevenção e redução das problemáticas sociais. Paralelamente, também implementamos e proporcionamos um conjunto de serviços e actividades para toda a população”.

No entanto, António Pontes confessa que “gostava de ter uma resposta social para as crianças (creche) e também para os idosos (lar). A freguesia tem muita gente envelhecida, mas felizmente existe retaguarda familiar. Não há quase ninguém só”.

No plano desportivo, em Setembro de 2018, Aires Pereira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, e António Pontes, presidente da Junta de Freguesia de Laúndos, inauguraram a remodelação da área de apoio do Parque Desportivo de Laúndos, uma empreitada orçada em cerca de 700 mil euros, que contemplou a criação de novos balneários, uma cozinha e um espaço polivalente.

“Era um projecto há muito desejado pelos nossos atletas e que só foi possível concretizar com o apoio do Município da Póvoa de Varzim, na pessoa do presidente Aires Pereira, que há muito traçou um plano para o desenvolvimento desportivo do concelho. Com esta valência, Laúndos ganhou uma nova centralidade desportiva, permitindo atrair e fixar mais jovens”, sublinhou António Pontes. Para uma segunda fase está reservado o projecto para a criação de um novo campo sintético de futebol de 7 e para a requalificação do parque de estacionamento e da zona exterior envolvente ao complexo desportivo.
    
A Limitação de Mandatos Não Belisca a Vontade de Continuar

Servir a causa pública, servir os lanutenses. Esta tem sido a matriz que caracteriza os (três) mandatos de António Pontes ao leme da Junta de Freguesia de Laúndos. O autarca sempre contou com o apoio dos seus concidadãos na construção do presente e do futuro da freguesia, promovendo políticas de proximidade com as pessoas e instituições.

António Pontes defende uma “contínua procura de propostas inovadoras e eficazes que permitam construir uma freguesia mais evoluída e solidária, associada a uma gestão rigorosa dos bens públicos e à valorização das pessoas, os maiores valores a defender no nosso dia-a-dia”.

O autarca está a ano e meio de terminar o mandato e não esconde algum saudosismo que lhe invade a alma: “Gosto do que faço, que é o mais importante. Gosto de servir a minha terra e as minhas gentes. Nunca tive dia e hora marcado para atendimento ao munícipe. Estou sempre presente e disponível, a qualquer hora, para receber e falar com as pessoas”.

E conclui: “Se não houvesse limitação de mandatos, claro que continuava. Mas saio com o sentimento de dever cumprido. Espero que as pessoas tenham gostado de trabalhar comigo, nomeadamente os funcionários da junta, os colegas do executivo e da assembleia, e os lanutenses em geral. Procurei dar sempre o melhor de mim por Laúndos”.

 

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