
Alguns dias depois o povo saiu à rua e encheu a Praça do Almada para agradecer o 25 de Abril. A liberdade que demorou demasiado a chegar para muitas torturas, para muitas prisões de palavras nas cadeias de Aljube, Peniche e Tarrafal a mais tenebrosa e que resultou em várias morte apenas por dizer ou exigir o inaceitável para o regime fascista de Oliveira Salazar e companhia.
Haverá saudades, mas nunca de quem sofreu na pele a tirania ou foi capaz de perceber que a liberdade depois de conquistada precisará sempre de sentinelas.
Hoje, 25 de Abril de 2026, homenageamos a revolução dos cravos e o extinto centenário Comércio da Póvoa, que escreveu e publicou a 4 de Maio de 1974, a seguinte informação:
Manifestação dos poveiros em frente aos Paços do Concelho
A manifestação popular organizada no sábado, pela Comissão Concelhia do Movimento Democrático do Porto, de agradecimento ao Movimento das Forças Armadas, ultrapassou a expectativa de toda a gente. Na Praça do Almada viam-se alguns milhares de manifestantes que se concentraram frente ao edifício da Câmara, a entoar o Hino Nacional em coro com um entusiasmo indescritível. Alguns jovens empunhavam dísticos como estes: «O Povo unido jamais será vencido», «Regresso dos Soldados», «Fim do fascismo», «Contra a carestia da vida», «Movimento democrático» e outros. (…)