
A saúde oral é a nossa felicidade. Por isso, as consultas de Medicina Dentária são importantes para obter aconselhamento sobre prevenção de doenças dentárias e higiene oral; fazer uma vigilância regular da saúde oral; restauração de dentes com lesões de cárie dentária, alterações de forma ou de coloração; resolver fraturas dentárias para recuperar a aparência e funcionalidade originais dos dentes; reabilitação estética e das funções dentárias, entre outras.
O serviço de medicina dentária do Hospital da Luz possui diversas áreas de especialização, como a Endodontia, Ortodontia, Odontopediatria, Implantologia, Cirurgia Oral, entre outras. Funciona de segunda a sexta, das 8 às 20 horas e ao sábado das 9 às 17 horas, é constituído por 15 médicos de medicina dentária de todas as especialidades e uma médica de Cirurgia Maxilofacial.
A regularidade das consultas, essencialmente, a partir dos 4 ou 5 anos, deve ser algo contínuo. Por outro lado, o paciente que efectivamente tem a dentição definitiva, é fundamental a presença num médico dentista de 6 em 6 meses. “A mesma periodicidade para os pacientes que apresentam as próteses totais, que têm a boca toda, pelo facto de haver sempre desajustes da prótese que podem causar patologias ou feridas na boca, que podem desencadear o cancro oral. Uma das causas do cancro oral é o traumatismo”.
Para Pedro Cruz Carneiro, coordenador da Medicina Dentária, e médico dentista no Hospital da Luz Póvoa de Varzim, desde 2012, “a medicina dentária tem um papel fundamental na saúde geral do doente e quando falamos de saúde oral, não nos limitamos unicamente à questão dos dentes, tudo à volta da cavidade oral está englobado nisso. Não podemos esquecer também que há uma grande relação entre a saúde oral e a saúde sistémica do doente. Uma boca saudável permite uma mastigação eficaz, evita problemas dentários como as cáries, as infecções ou a perda dentária”.
O hospital é uma rede multidisciplinar, “o nosso Serviço de Medicina Dentária apresenta todo tipo de especialidades entre as quais a cirurgia oral, onde é feita a remoção de dentes inclusos, de lesões ósseas ou a remoção de dentes supranumerários. Temos também a implantologia, aí introduzimos um bocado a questão da reabilitação oral, quer seja com uma reabilitação fixa, que é essencialmente aquilo que dá mais conforto e mais qualidade de vida ao paciente, ou uma reabilitação removível, que efectivamente permite dar função e fonética ao paciente”.
As primeiras idades também têm especialidades: “temos a Odontopediatria, que está relacionada com as crianças, com a consulta dos primeiros dentes do bebé. Aqui também temos a correlação da pediatria com a medicina dentária, porque uma criança que vai à consulta dos 6 meses, em que começa a haver o aparecimento do primeiro dente – muitas vezes as colegas da pediatria pedem o auxílio da medicina dentária – para começar a dar algumas instruções de higiene oral aos pais”.
Outra das especialidades é a Ortodontia, “cada vez mais, estamos perante uma sociedade que liga muito à estética, e um dente rodado, um dente apinhado ou um espaço dentário exagerado, cria sempre bastante pressão ao próprio doente e cria também, muitas das vezes, perda de autoestima”.
Quanto à desvitalização, Pedro Cruz Carneiro explica que “é uma das especialidades que se dedica à remoção do nervo, com todas as características de segurança e todos os mecanismos que estão mais atuais no mercado, para que consigamos atingir o objectivo final, que é a ausência de dores. Depois, temos a especialidade de reconstruir os dentes, reabilitá-los através de uma resina composta”.
À Luz do Hospital a sua Saúde está Sempre Primeiro
A vantagem da saúde oral em meio hospitalar permite ter “um bloco operatório com anestesia geral para os pacientes que têm uma quantidade de tratamentos que necessitam de realizar, um tratamento extenso, imediato e rápido. Ou ainda, em situações de pacientes que têm traumas, que não se sentem bem e que não têm a capacidade de se controlar na cadeira, principalmente em tratamentos mais extensos, como a implantologia, em que são submetidos à remoção dos dentes todos”.
A taxa de sucesso de um implante dentário para a reabilitação de um espaço de um dente perdido é de 98%. “Mas, isso acontece se o paciente tiver cuidado com o implante. Ou seja, se fizer a higienização recorrente e se deslocar-se ao médico dentista para conseguir, ele próprio, também remover todo o factor que pode desencadear a infecção do implante. Portanto, um paciente que perde os seus próprios dentes, não pela parte genética, mas pela falta de hábitos de higiene, também vai perder os seus implantes no futuro, se não se reeducar na parte da higienização oral”.
Quando introduzimos a questão da reabilitação oral, temos um exemplo muito claro, que é Casimira Barros, que ‘confiou’ a sua boca à Medicina Dentária do Hospital da Luz, depois de um percurso traumático por várias clínicas e dentistas: “Fiquei com uma fobia enorme às anestesias. Não tenho conta dos dentistas por onde passei que diziam – a menina para desmaiar assim na cadeira, mais vale dar uma anestesia geral, tirar os dentes e tratar aquilo que se pretende”.
Houve um certo afastamento, por trauma, da cadeira do dentista, mas a saúde oral exigia o regresso: “Depois de uma busca resolvi vir ao Hospital da Luz. Marquei a consulta para o Dr. Pedro Carneiro. Contei-lhe o sonho que eu gostaria de realizar, para além do tratamento, porque uma coisa é fazer os tratamentos, outra coisa é sentir-se bem, estar bem”.
Depois de efectuados os exames foi apresentado o plano de tratamento: “O que iríamos fazer e por onde é que iríamos começar, as cáries, desvitalizações, corrigir a falha de dois dentes. As coisas foram correndo com normalidade. Fiz um implante, dois enxertos ósseos, um parcial”.
Pedro Cruz Carneiro esclareceu que a paciente “tinha fobia do dentista, desmaiava sempre que lhe era submetida a anestesia, e uma paciente que tinha passado por imensas clínicas, imensos dentistas”, no caso, tratamentos agressivos, “ou seja, quando falamos de um tratamento agressivo, quer dizer que é um tratamento em que a paciente está algum tempo de boca aberta, não se sujeita a sedação total, só a anestesia local, e vê muitas coisas a passar à frente. Em termos psicológicos, a Dona Casimira é um caso de sucesso para todos nós porque os tratamentos que ela fez são bastante complicados e complexos, e nem toda a gente é capaz de conseguir se submeter”.
A tecnologia ao serviço da saúde dentária foi fundamental, “através do nosso serviço de radiologia, através de tomografias computorizadas com imagens 3D, nós conseguimos perceber o que é que está dentro do osso e se este tipo de lesões acontecem”.
Uma Equipa de Profissionais ao serviço da Medicina Dentária
Entre o antes e o depois, Casimira Barros revela: “Eu não sorria, passei a sorrir, a minha autoestima disparou, os meus dentes pediram para eu começar a pintar os meus lábios. Comecei a tratar e olhar para a saúde oral, não só a parte dos dentes, mas sobre aquilo que nós comemos. E então comecei também a fazer medicina integrativa de 6 em 6 meses, manter o cuidado e o equilíbrio na minha saúde oral, porque a saúde oral é a nossa felicidade, o nosso bem-estar”.
E acrescenta: A equipa toda, na pessoa do Dr. Pedro Carneiro, sempre acolhedor, simpático, muito calmo, muito paciente, muito comunicativo e responsável, transmitiu com integridade e honestidade, com profissionalismo, com uma dedicação e empenho inspiradora, sendo bastante exigente com o seu trabalho e fazendo-o com arte. Esta equipa sempre preocupada com o doente, marcou-me em toda a situação da minha saúde oral, porque entreguei, depositei confiança e deixei-me levar”.
O médico Pedro Cruz Carneiro agradeceu a simpatia e ressalvou o facto do Hospital da Luz querer estar sempre na linha da frente: “Tentámos no nosso serviço ter as estratégias, os mecanismos e os dispositivos mais actuais do mercado. Ou seja, no Hospital da Luz da Póvoa, tentamos ter sempre tudo de última geração”.
Entre outras comodidades para o utente, o serviço apresenta a sedação consciente: “Vamos imaginar que temos pacientes que têm um trauma que os incomoda e que a liberdade do médico desencadear o tratamento é condicionada pelo trauma. Então, através da sedação consciente, com a utilização do protóxido de azoto, com a inalação do gás, entre 3 a 5 minutos o paciente está sedado, mas consciente. Ou seja, o paciente responde às perguntas que nós lhe fazemos. É totalmente diferente de uma sedação total, completa, com anestesista”.
Os passos da medicina dental agigantam-se em benefício do paciente: “Também possuímos no nosso serviço um scanner intra-oral. Tínhamos aquela situação em que se utilizava as moldeiras, em que as pessoas têm alguma dificuldade na deglutição, e alterações no reflexo de vómito, com a utilização da moldeira para imprimir os seus dentes. Agora, com o scanner, que é tipo uma máquina fotográfica intra-oral, vamos captando milhares de fotografias por segundo, conseguimos imprimir a boca do paciente digitalmente e, depois é imprimido num suposto modelo”.
A medicina dental, para Pedro Cruz Carneiro, é o reflexo da modernidade e destaca: “Temos também o nosso Airflow que é um dispositivo odontológico suíço inovador para profilaxia (limpeza dental), fazer destartarização, e que utiliza água morna, com uma temperatura muito mais agradável do que a água normal das nossas canalizações. E por outro lado, vem alterar um bocadinho todo aquele pensamento que nós tínhamos, que é a técnica GBT (Guided Biofilm Therapy), que é uma técnica de remoção de placa bacteriana, do tártaro, e manchas de forma indolor e eficaz, tudo sem dor para tranquilidade do paciente”.
O Hospital da Luz da Póvoa de Varzim possui acordos com diversos seguros de saúde, subsistemas e empresas. As convenções incluem seguradoras como AdvanceCare (Açoreana, ASISA, BIC, BNP, Bupa), Multicare (ActivCare), Allianz, AIG, AP Companies e April International, entre outras. Recomenda-se a confirmação prévia da cobertura do seguro junto da seguradora ou do hospital. Mantém convenções com subsistemas públicos, incluindo ADSE - Regime Convencionado e o Vale Cirurgia do SIGIC. Existem também acordos com entidades como os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, com descontos em consultas, exames e cirurgias.
Por: José Peixoto
Fotos: Rui Maio Sousa