Voz da Póvoa
 
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Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim

Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim

Geral | 1931 | 6 Novembro 2019

Assinatura de Contratos Marca o Arranque da Requalificação da ERPI

A Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim procedeu à assinatura dos contratos com as empresas responsáveis pelas áreas de Construção (Tecnocampo – Sociedade de Construções e Obras Públicas, SA), Fiscalização (MSE Moreira e Soeiro Engenheiros, Lda) e Coordenação de Segurança (Laera Consultoria e Formação Profissional Unipessoal, Lda) da empreitada de requalificação da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI).

Orçada em mais de dois milhões de euros e um prazo de execução de 20 meses, a obra é comparticipada pelo PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano em 1,1 milhões de euros (85% de 1,3 milhões de euros) e o restante (985 mil euros) através de um empréstimo bancário no âmbito do IFFRU, com um plano de pagamentos a 20 anos e um período de carência de 18 meses, que permite à Misericórdia concretizar esta grande obra com um esforço financeiro compatível com as suas possibilidades.

“Mãos à obra”, foi o repto lançado por Virgílio Ferreira, Provedor da Santa Casa da Misericórdia, que se referiu à empreitada de requalificação da ERPI como uma oportunidade única que não podia ser desperdiçada: “Foi um desafio lançado pelo presidente da Câmara Municipal, ao disponibilizar 1,3 milhões de euros do PEDU, e agarramos esta oportunidade com todo o empenho, até porque não sabemos se os fundos europeus, no pós-2020, vão contemplar esta área”.

E prosseguiu: “O processo de selecção das empresas correu bem, sempre respeitando o Código dos Contratos Públicos. Fomos exigentes com os concorrentes e esperamos inaugurar a obra no Verão de 2021. Além de melhorar as condições dos nossos utentes da estrutura residencial, vamos criar outras valências como banhos assistidos, espaço de enfermagem e gabinete médico. Este é um dia feliz para a instituição”.

Refira-se ainda que, enquanto decorrer a empreitada, a Misericórdia vai disponibilizar um parque de estacionamento alternativo para os utentes da Medicina Física e Fisioterapia, num terreno junto ao Centro de Saúde.

Noutro âmbito, Virgílio Ferreira anunciou que vai recandidatar-se ao cargo de Provedor da Santa Casa nas eleições agendadas para Dezembro. Na equipa que o acompanha, a principal alteração acontece na Mesa da Assembleia-Geral, com a saída de Manuel Quintas e a sua substituição pelo actual vice-presidente, Nuno Tavares Moreira. Em agenda está ainda a concretização de outro grande projecto, a construção da Unidade de Saúde para Pessoas Idosas, no terreno junto ao Centro de Saúde. Orçado em dois milhões de euros, o projecto contempla: Laboratório de Análises, Cardiologia, Gastroenterologia, Medicina Dentária, Psiquiatria/Neurologia e Unidade de Recobro.

O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim marcou presença nesta cerimónia e abordou as dificuldades que o país tem encontrado na execução dos fundos comunitários: “Estamos no final de 2019 e a taxa de execução do programa 2020 ainda não atingiu os 50%. Para o próximo ano deveria atingir os 100%, mas já percebemos que vai ser muito difícil alcançar esse nível de execução e isso terá consequências para o país. Numa altura em que se está a negociar fundos comunitários e o país não é capaz de gastar o que foi posto ao seu dispor para este Quadro Comunitário de Apoio, então dificilmente teremos um patamar que nos permita pedir mais dinheiro ou igualar aquele que nos foi dado. Nesse sentido, é muito importante o cumprimento dos prazos e da execução porque isso pode permitir, a quem tiver obra executada, obter subvenção para além do apoio concedido, por forma a não se perder os dinheiros comunitários”.

Aires Pereira explicou a decisão de conceder 1,3 milhões de euros do PEDU à Misericórdia da Póvoa de Varzim para a empreitada de requalificação da ERPI: “No âmbito da Coesão Social, entendi envolver as instituições da cidade, nomeadamente a Misericórdia e o Mapadi, com o objectivo de servirmos melhor a população. Não partilho da ideia que tudo tem que ser estatizado. Por isso, vamos estabelecendo parceiras com as instituições que estão no terreno e que fazem melhor este trabalho social de proximidade que o Estado tem muita dificuldade em desempenhar”.

Manuel Quintas, que está de saída da presidência da Mesa da Assembleia da Santa Casa, também era um homem feliz pela concretização desta obra: “São muitas as pessoas que no dia-a-dia se dirigem a esta instituição para que possamos acolher os seus idosos e não temos lugar para todos. A sociedade tem que procurar dar resposta a estas necessidades. E a colaboração da Câmara Municipal foi fundamental para a concretização deste projecto. Quando o homem sonha e Deus ajuda, a obra nasce. Aqui tratamos os idosos com carinho e espírito cristão”.

 

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