Voz da Póvoa
 
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Poveiro É Director-Geral do Casino da Madeira

Poveiro É Director-Geral do Casino da Madeira

Geral | 1943 | 12 Fevereiro 2020

A vida oferece a cada um de nós uma viagem, onde o primeiro transporte é a imaginação, o segundo a criatividade e o terceiro é o profissionalismo. Todos os outros, se não for a pé, são mecânicos, fruto da inteligência do ser pensante e executante.

Carlos Alberto da Silva Campos nasceu em 1966, na Póvoa de Varzim. Entre outros, possui o curso de Gestão em Planos de Desenvolvimento de Empresas. Aos 26 anos iniciou, no Casino da Póvoa, um percurso profissional que o levaria a chefe da sala de máquinas. Em 2001, já na gerência do Grupo Estoril Sol, a convite do presidente Mário Assis Ferreira, assumiu um cargo na direcção de jogo do Casino da Póvoa e mais tarde, em 2005, nos casinos de Lisboa, que abriria com a sua activa participação em 2006. Quatro anos depois foi para o Casino Estoril, onde era membro integrante da direcção de jogo e um dos elementos que fazia parte do Gabinete de Coordenação de Jogo do Casino Lisboa/Estoril, até Dezembro de 2012. No ano seguinte rumou ao Funchal para director de jogo do Casino da Madeira. No mesmo ano aceitou o convite para ser director do Casino Gran Via, em Madrid, onde acumulou a direcção de jogo. Em 2017 regressa à Madeira e assume o cargo de director-geral do Casino da Madeira.

“A administração do Grupo Pestana tinha a intenção de fazer um grande investimento na área do jogo no Casino da Madeira e no final de 2016 contactou-me. O investimento era de valor considerável e pretendiam uma pessoa com o meu estilo de liderança e conhecimento. O projecto passava pela total remodelação e modernização em termos de material de jogo, recuperação e decoração do interior do edifício e reestruturação dos quadros de recursos humanos. Tudo isto foi feito em 2017, incluindo a abertura de uma sala de máquinas no centro do Funchal, junto ao Pestana CR7 Hotel e ao Museu CR7, que foi a primeira sala de jogo a ser instalada fora dos casinos nacionais. Aceitar a proposta e o desafio do Dr. Dionísio Pestana foi também uma forma de agradecer a vontade da empresa em ter-me novamente nos seus quadros e, ao mesmo tempo, por terem acreditado nas minhas capacidades”, refere Carlos Campos.

E acrescenta: “Faço reestruturações sem que tenha como meio primordial o despedimento de colaboradores. É uma das razões pela qual me procuram como gestor, por ter uma relação bastante próxima com as pessoas com quem trabalho. Converso e avalio muito bem as capacidades e motivações de cada um. Chego a sugerir outros lugares, que deverão ser aceites pelas partes e como último recurso chegar a um entendimento em termos financeiros para libertar a pessoa. Os trabalhadores têm que estar nos lugares certos e motivados nas suas funções, para que estejam sempre aptos e focados em prestar o melhor serviço ao cliente”.

Hierarquicamente, como director-geral, Carlos Campos lidera todas as outras direcções: “Em termos de organigrama, oriento a Direcção de Jogo, Direcção Comercial, Direcção de Marketing, Direcção de F&F, Direcção Artística e Manutenção. É uma equipa mais multifacetada do que aquela que estava habituado. Cresci na área do jogo, mas agora sinto-me à vontade nas outras responsabilidades que assumi. As pessoas vão reconhecendo-me créditos como gestor, um DGO de um Casino, mas temos que ter competências para lá chegar”.

O Casino da Madeira, para além do jogo, tem outras apostas ganhas. “Como não tínhamos uma Direcção Artística tive que, conjuntamente com o Mário Costa, assumir a componente de animação. Neste momento temos dois shows distintos no Casino da Madeira. Às quintas apresentamos uma criação nossa, o musical ‘It Takes Two’, com vários cantores, bem representados pela Vânia Fernandes, que é a grande voz da Madeira e representou Portugal no Festival da Canção em 2008. É um show que percorre canções nacionais e internacionais que marcaram gerações e que se destina a uma classe média/alta, turistas e clientes dos hotéis Pestana. Aos sábados e outros dias, por contratação especial, temos o show ‘Rose Rouge’, mais burlesco, que pretende chegar a segmentos de mercado diferentes. Na área da animação também é de salientar a nossa Discoteca Copacabana, que leva mais de mil pessoas e funciona às sextas e sábados, durante todo o ano. No Verão também abre às quartas-feiras. A Discoteca Copacabana é o maior local de diversão nocturna que existe na Madeira. Tem um DJ permanente e outros que rodam, em função das nossas necessidades, mas também contrato DJ’s de renome internacional. Para além da discoteca, também temos um terraço com uma vista panorâmica de 360 graus, onde se realizam festas únicas e que são designadas por Rooftop Casino da Madeira”, explica Carlos Campos.

Cada concessionário de jogo tem um modelo de concessão que foi acordado com o Estado Português: “Ter um Hotel e um Centro de Congressos foi a contrapartida inicial para a concessão do Casino da Madeira e da concessão de jogo da área do Funchal. Em termos de gestão, o Hotel tem um director hoteleiro e o Casino tem-me a mim como director-geral para a concessão de jogo. Faço toda a gestão do Centro de Congressos, que tem capacidade para 700 pessoas, parques circundantes, excepto do hotel, que se chama Casino Parque Hotel, um projecto do arquitecto Óscar Niemeyer, tal como o Casino. A gestão é autónoma, mas muito próxima e eficaz entre o hotel e o casino. Temos comutabilidades entre os espaços, jardins, passagens e entradas comuns”.

Para o director-geral do Casino da Madeira, ninguém cresce sozinho nem com todo o saber: “Quando não estou a trabalhar passo o meu tempo em casa, na Madeira, a descansar. E quando tenho uns dias de folga vou à Povoa de Varzim, cidade que me viu nascer e crescer, estar com a família e tentar usufruir ao máximo desses preciosos momentos. Nos meus tempos livres, também gosto de estudar, ler revistas da especialidade e viajar por países onde os casinos são representativos, como Espanha, Grécia, Itália, entre outros. Gosto de visitar cidades de jogo como Las Vegas, para poder ‘beber’, ou seja, redimensionar o que vemos e ajustar ao nosso espaço, realidade e dimensão. Copiar bem é uma arte. Não podemos dar um passo maior que a perna, mas é bom saber ver e aproveitar o que nos pode ajudar a crescer”.

O jogador tem sempre a expectativa de ir ao casino no seu dia de sorte: “A fasquia é bastante elevada porque ele vem sempre com duas grandes expectativas, ou seja, ganhar e ter um serviço à altura daquilo que considera exigível para quem vem investir o seu dinheiro a troco da sorte e/ou do azar. Somos um casino moderno e o nosso produto é um serviço. Eu não vendo jogo, sonhos ou diversão. Vendo um serviço multidisciplinar, onde há um pouco de tudo. É com os serviços que consigo superar as expectativas do cliente, que pode não ter tido o melhor dia de sorte, mas saiu agradado com a qualidade do serviço prestado”.

E é com grande orgulho que Carlos Campos revela: “Em 2019 o Casino da Madeira teve a melhor performance do país. Fomos quem mais cresceu percentualmente no universo de todos os casinos portugueses. Somos um casino de média-baixa num mar de tubarões. Os dados são divulgados pela Associação Portuguesa de Casinos. O resultado é um orgulho para a minha gestão e para os meus colaboradores directos”.

E acrescenta: “Tenho uma perspectiva diferenciada da grande parte dos gestores de casinos. Eu provo a eficiência e apresento resultados. A este nível não nos podemos acomodar num projecto. Se o trabalho se torna monótono está na altura de mudar. O comodismo e a monotonia não dão produtividade. Prefiro envolver-me em novos projectos, de forma a estar sempre motivado com o que faço”.

Questionado sobre se voltaria a trabalhar num casino como o da Póvoa de Varzim, Carlos Campos responde: “Neste momento estou bastante bem na Madeira a trabalhar para o Grupo Pestana. No entanto, nunca poderia dizer que não voltaria a trabalhar no Casino da Póvoa, até porque foi nesse casino que cresci como profissional e como compreenderão tenho um enorme carinho por aquele projecto. E o mesmo se pode dizer relativamente aos Casinos Lisboa, Estoril e Gran Via, lugares que estarão sempre no meu pensamento”.

 

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