Voz da Póvoa
 
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Junta de Rates Elogia Civismo e Colaboração no Combate à Pandemia

Junta de Rates Elogia Civismo e Colaboração no Combate à Pandemia

Geral | 1950 | 15 Abril 2020

Tempos de recolhimento não significam adiar a vida ou esperar que aconteça. A pandemia declarada pela Organização Mundial de Saúde, que deu origem ao Estado de Emergência que atravessamos, fez com que as autarquias atendessem às normas e recomendações da Direcção-Geral da Saúde e ao mesmo tempo criassem, elas próprias, restrições, meios de alerta e defesa dos munícipes em relação às possíveis infecções pelo vírus SARS-CoV-2.

A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, avessa a hesitações, colocou os meios ao seu dispor, como as equipas da Protecção Civil e a Polícia Municipal, entre outros, abrindo uma frente de defesa, no combate à pandemia, que recebeu a ajuda precisa dos sempre voluntários bombeiros. Naturalmente, a partilha de meios e a preciosa colaboração dos agricultores permitiu uma desinfecção diária de todo o concelho.

Para perceber melhor o que estava a ser feito e a resposta dada ao nível das freguesias, conversamos com Paulo João, presidente da Junta de Freguesia de São Pedro de Rates: “Foi com grande civismo que as pessoas de Rates aderiram às recomendações da Direcção-Geral da Saúde e da Câmara Municipal. As instituições e o comércio em geral têm cumprido as regras e directrizes relacionadas com a quarentena. Em relação às medidas de prevenção tomadas pela Junta de Freguesia, em consonância com a Câmara Municipal, como a desinfecção das ruas, espaços públicos, contentores e ecopontos, temos tido a colaboração dos agricultores. Neste momento estão 18 a fazer a desinfecção, mas todos manifestaram disponibilidade”.

Ao nível do país os lares de idosos têm sido muito afectados pela pandemia da Covid-19. No caso particular do Centro Social de São Pedro de Rates, Paulo João deixa um agradecimento: “Através de uma videoconferência com as funcionárias, tomei conhecimento que voluntariamente decidiram fazer turnos de oito dias, mantendo-se durante esse tempo no Centro Social, 24 horas por dia, sem ir a casa, pelo bem da segurança de todos. À terça-feira sai o primeiro grupo e entra outro, e assim sucessivamente. Deixo o meu agradecimento a estas pessoas. Penso que são medidas fundamentais e adequadas à prevenção e segurança dos mais idosos e de todos que lá trabalham”.

O impacto da pandemia também se faz sentir nas obras que decorriam na freguesia, nomeadamente a instalação do saneamento básico, como referiu Paulo João: “Praticamente, está tudo parado. A empresa que estava a executar a obra de maior impacto na freguesia, a instalação da rede de saneamento básico, parou os trabalhos. Os trabalhadores vêm de fora, de Penafiel e arredores. A empresa suspendeu a obra que retomará em breve, depois de passar o período de quarentena dos funcionários. É fácil perceber que todo o comércio e indústria de Rates estão a sofrer com os impactos negativos desta pandemia mas, volto a sublinhar, as pessoas estão primeiro em primeiro lugar”.


Leia a notícia na íntegra na edição impressa

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