Voz da Póvoa
 
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Imobiliário no Porto em Cenário de Pandemia

Imobiliário no Porto em Cenário de Pandemia

Geral | 25 Outubro 2020

O portal de referência Imovirtual divulgou recentemente dados referentes ao impacto da pandemia no mercado imobiliário nacional, nomeadamente através de estatísticas claras que demonstram que os distritos que até recentemente observavam franco crescimento, são agora representativos de uma quebra cujos efeitos são ainda difíceis de antever.

A leitura destes números foca-se não apenas no mercado de compra e venda, mas também no segmento de arrendamento, demonstrando algumas assimetrias e inclusive algumas surpresas.

Se por um lado o leitor poderia assumir que todos os distritos a nível nacional observaram quedas de maior ou menor dimensão, existem algumas exceções que contrariam efetivamente esta tendência.

Porto em Queda

Colocando o foco destes dados no distrito do Porto, o período que separa Abril de Maio de 2020 apresenta uma queda de -0,6% no mercado de compra e venda, sendo bastante mais acentuada no mercado de arrendamento com um registo de -4,3%.

Em termos práticos, estes valores traduzem-se no primeiro cenário numa quebra de €320.645 para €318.735 e, no segundo, de €1.042 para €997.

No mercado de arrendamento, a variação é mais acentuada, pressionada em particular por uma súbita quebra quase absoluta de procura por alojamentos de curta duração, obrigando muitos investimentos imobiliários a entrar neste mercado numa altura particularmente desafiante. Como resultado, os valores praticados no arrendamento acabam por ser obrigados a corrigir-se em baixa.

Ano Ímpar para o Imobiliário

Ainda que a situação atual não possa ser interpretada com particular positivismo, os valores de compra e venda a nível nacional beneficiaram de um período de prosperidade relevante, com um crescimento anual entre Maio de 2019 e Maio de 2020 a fixar-se em 12,8%.
É seguramente frustrante para os interessados que investiram na área no momento menos ideal, especialmente penalizados pela incerteza que se regista quer a nível económico no geral, quer no imobiliário em particular.
Em centros urbanos que em muito proliferaram graças a uma enorme procura turística, como são o caso do Porto ou Lisboa, a evolução do mercado de compra e venda poderá ficar em parte suspensa até que este fluxo seja, pelo menos em parte, restabelecido.
Exceções feitas para distritos como Vila Real, onde o preço médio de compra e venda subiu uns impressionantes 4% ou até Beja (1,6%) e Guarda (1,3%) em contraciclo.

O Futuro

Ainda que seja neste momento demasiado cedo para efetuar quaisquer previsões em qualquer área da economia, o imobiliário português estará seguramente na linha da frente do interesse e captação de investimento futuro não apenas pelo trabalho que foi desenvolvido ao longo dos últimos anos, mas pelas caraterísticas de Portugal como atrativo turístico que não desaparecerão no pós-crise.
Para voltar a observar um crescimento saudável, será ideal alcançarmos um ponto no tempo em que a pandemia esteja se não para trás de nós, que esteja pelo menos num nível de controlo que permita um crescimento estável de diversas áreas de atividade com confiança nas economias europeias.
Se todas as previsões feitas até agora por entidades económicas e financeiras de relevo se concretizarem, poderemos ver sinais de crescimento já em 2021, podendo os mesmos inclusive surgir mais cedo caso soluções comecem a surgir para controlar ou inclusive eliminar o atual cenário pandémico.

 

 

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