Voz da Póvoa
 
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É Mais Arriscado Não Votar

É Mais Arriscado Não Votar

Geral | 2 Março 2021

Os especialistas dizem que há sempre algum risco, principalmente se não seguir as regras de segurança que a Direcção-Geral da Saúde recomenda. Este domingo as urnas abriram, para mais de 200 mil portugueses, que se inscreveram no Voto antecipado. Na Póvoa de Varzim, foram 1461 eleitores.

A data da eleição do próximo Presidente da República é domingo, 24 de Janeiro, mas com os casos da Covid-19 a aumentarem em todo o país, ir votar, preocupa muitos portugueses ou nem por isso. Os especialistas dizem que o uso da máscara, manutenção do distanciamento físico, seguir pelas zonas demarcadas, desinfecção das mãos à entrada e saída do local e, preferencialmente, levar de casa uma caneta pessoal para fazer a cruzinha, são algumas recomendações que deve respeitar.

Às vezes, ouvimos falar de pessoas que têm medo de encontrar o vírus no papel. Algumas deixaram mesmo de comprar revistas e jornais, mas não deixaram de pegar nas notas de 5, 10, 20, 50, mais raramente de 100, mesmo raro de 200 e rarissimamente nas notas de 500 euros, não porque tenham medo do vírus, mas porque não lhes chegam às mãos. Este comportamento leva-nos a concluir que o vírus da covod-19 é culto e pouco ou nada materialista. O povo, esse, prefere continuar na ignorância.

Como levar as pessoas a votar, sem obrigar ninguém, também não era muito complicado, mas a vontade dos eleitos nunca foi convencer o povo a deixar de se abster. Quantas vezes marcam eleições para datas impróprias, não permitem o voto por correspondência, muito menos Online, a obrigação de votar no local de inscrição, os falecidos que continuam inscritos nos cadernos eleitorais e ninguém tem tempo para actualizar os vivos, enfim é este o princípio das demagogias democráticas.
 
Depois, podiam sempre exigir, na hora de recorrer ao apoio financeiro do Estado, subsídio de toda e qualquer espécie ou à candidatura a um emprego na função pública, a simples confirmação, se exerceu o seu direito de voto, em qualquer eleição dos vários poderes autárquicos, legislativos, presidenciais ou para os nossos representantes na União Europeia.
 
Afinal, o tal Estado que não serve para nada, o tal sistema que todos criticam, é o mesmo que atribui os apoios e subsídios. Obrigar estes candidatos a votar, que sendo do povo se dividem em pobres carenciados, artistas ou companhias das artes do espectáculo, empresários de todos os ramos do comércio e industria, outros tantos que me esqueço, diminuiria drasticamente a abstenção, com ou sem gripe.   

Pablo Rios Antão

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