Voz da Póvoa
 
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Capitólio Descapitalizado

Capitólio Descapitalizado

Geral | 16 Maio 2021

Anunciam-se ao mundo como uma verdadeira democracia. A quem não acredita, impõe-na pela violência das armas. A Europa e não só, ajoelham-se, não lhes devem quase nada, mas dizem amem a quase tudo. Tem um sistema de eleição cujo vencedor pode não ter o maior número de votos. Por cá pode ser esquisito, mas por lá todos sabem disso. Por isso está tudo bem ou nem por isso.
 
O nunca assumido derrotado Trump, num comício em frente à Casa Branca, pediu aos manifestantes, seus apoiantes, para se dirigirem para o Capitólio, onde decorria a ratificação dos votos das eleições presidenciais de 3 de Novembro, que deram a vitória ao democrata Joe Biden, para fazerem ouvir a sua bestialidade, protestando contra o que o ainda presidente dos Estados Unidos, considerou ser uma fraude eleitoral. Tal como qualquer ditador terceiro-mundista, Trump nunca aceitou a derrota.

Os manifestantes, às centenas, invadiram o Capitólio, passaram a policia, arrombaram portas treparam paredes e partiram vidros. Dentro do Edifício, onde as falhas de segurança foram evidentes, percorreram corredores e ocuparam gabinetes, obrigando, por razões de segurança, à suspensão dos trabalhos na Câmara de Representantes e no Senado. Depois, como qualquer americano que se prese mostraram armas, fotografaram e filmaram tudo com os seus telemóveis e publicaram tudo nas redes sociais, para que se pudessem contabilizar os milhares de ‘Gostos’. Passaram quatro horas, até que as autoridades conseguissem parar a insurreição, com 4 mortos pelo caminho e mais de meia centena de detidos, considerando o Capitólio um lugar seguro.

São estes extremismos que a democracia permite serem eleitos, em representação de um povo que apenas quer ser feliz, mas não percebe nada de ditaduras, pelo hábito de ter feito vida como sofredor.

Deixo apenas uma pequena memória do debate entre os candidatos Tino de Rans e André Ventura. Este último, doutorado em manipulador de massas, disse que apenas 18 por cento dos Ciganos têm emprego, os outros, quase todos, vivem de apoios sociais.

Tino de Rans respondeu perguntando se alguém dava trabalho a um cigano, incluindo as autarquias. Penso que está dada a resposta à verdadeira democracia.

 
«Este foi o primeiro ataque contra o Congresso dos EUA desde 1814, quando as forças britânicas invadiram Washington D.C. e atearam fogo a vários edifícios públicos — entre eles a Casa Branca e o Capitólio. Na história, o dia ficou registado como "A queima de Washington".»

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