Voz da Póvoa
 
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Ampliação das Instalações no Parque Industrial de Laúndos

Ampliação das Instalações no Parque Industrial de Laúndos

Geral | 1941 | 29 Janeiro 2020

Energie Pretende Ser Uma Referência Mundial e Aposta na Qualidade e Inovação

A empresa poveira Energie, especializada no desenvolvimento, fabrico e comercialização de uma completa gama de sistemas solares termodinâmicos para climatização e águas quentes sanitárias, procedeu ao lançamento da primeira pedra da ampliação da sua unidade produtiva, contígua às actuais instalações, no Parque Industrial de Laúndos, prevendo-se que esteja em funcionamento no início do segundo semestre deste ano. Refira-se que a Energie conta actualmente com 40 colaboradores, estando em fase de recrutamento e formação de mais uma dezena que vão ser afectos à nova unidade.

O investimento de um milhão de euros, fruto de uma candidatura à Inovação Produtiva do Portugal 2020, vai permitir à empresa liderada por Luís Rocha aumentar cerca de 20 por cento a produção de painéis solares termodinâmicos e continuar a ser uma referência mundial do sector. Depois de ter fechado o ano de 2019 com uma produção de 8.000 equipamentos, com a nova unidade fabril de 1500 metros quadrados espera-se atingir, no final de 2020, um número total de 9.600 painéis solares termodinâmicos.

Exactamente na área da eficiência energética e tendo em vista os objectivos mundiais em torno da redução da pegada de carbono, os painéis solares produzidos pela Energie são ainda mais amigos do ambiente, sublinhou Luís Rocha: “No sentido de nos anteciparmos às normativas europeias no que diz respeito ao ambiente e às alterações climáticas, a nova unidade vai desenvolver produtos da chamada geração 4.0, com uma maior durabilidade e uma longevidade de 20 anos, o que permite obter ganhos de eficiência energética na ordem dos 20 por cento”.

Com o aumento do desempenho energético, diminuem também as emissões de dióxido de carbono. A instalação de painéis solares Energie, destinados à climatização e águas quentes sanitárias, numa habitação com quatro pessoas, “permite reduzir até 70 por cento/ano as emissões de dióxido de carbono”, anunciou Luís Rocha.

Fundada em 1981, a Energie exporta actualmente para mais de 50 países e o empresário poveiro acredita no sucesso do investimento na nova unidade produtiva, em produtos da geração 4.0, apontando como meta para este ano uma facturação superior a 10 milhões de euros. “Segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), o nosso sector cresceu entre 12 a 15%, enquanto a Energie cresceu cerca de 30%. O nosso objectivo passa por dar continuidade à nossa expansão a nível nacional e internacional. No período de crise, passamos de 15 milhões de euros para uma facturação de 4,8 milhões de euros (2014). Foram tempos difíceis, mas que nos deram ainda mais força e garra. Investimos e saímos da crise mais reforçados. O nosso plano estratégico passa por continuar a crescer e chegar aos dois dígitos (10 milhões) em 2020”.

Aires Pereira Meteu a Mão na Massa e Apadrinhou o Novo Investimento

Engenheiro de formação, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, meteu a mão na massa e apadrinhou o lançamento da primeira pedra da nova unidade da Energie. O autarca destacou a sustentabilidade da empresa poveira, “num sector extremamente competitivo”, e a sua capacidade para “lutar a uma escala global pela credibilização dos seus produtos”.

Sendo a burocracia o principal entrave ao desenvolvimento, Aires Pereira sublinhou que a Câmara Municipal pretende ser um parceiro das empresas sedeadas no concelho, procurando que haja “celeridade na aprovação dos projectos, porque tempo representa sempre muito dinheiro”.

O autarca lembrou ainda que ao longo destes seis anos que leva como presidente não houve aumento da carga fiscal. “Temos mantido a taxa mínima de IMI (0.3), o que representa, por ano, cerca de 5 milhões de euros que deixaram de ser cobrados. Ao todo, nestes seis anos, são 30 milhões de euros que ficaram na mão dos munícipes e proprietários de imóveis no concelho. Na Área Metropolitana do Porto, a Póvoa de Varzim é o único Município que não cobra Derrama. E ao longo destes seis anos também não alteramos os custos dos nossos serviços, nomeadamente, abastecimento de água, saneamento básico e resíduos. Estas medidas de apoio ao empreendedorismo também se traduzem num concelho mais equilibrado”.

A Capacidade de Atracção de Investimento do Parque Industrial de Laúndos

Aires Pereira aproveitou a oportunidade para destacar a grande procura que existe por áreas industriais no concelho, nomeadamente no Parque Industrial de Laúndos. “A primeira fase do parque está fechada e estão em curso um conjunto de novos investimentos que comprometem praticamente dois terços da área que temos à disposição a poente deste parque industrial, fruto das políticas do Município que têm aliciado novas empresas a fixarem-se no concelho”.

O autarca acrescentou que está em desenvolvimento uma nova área, de 60 hectares, para indústria: “Prende-se com o antigo terreno que tinha sido comprado pela Lipor para a construção de um aterro sanitário. Como já não vai ser executado, a nascente da Estrada Nacional 205, temos 60 hectares que vão ser disponibilizados para a área industrial”.

Aires Pereira abordou ainda as dificuldades do país em executar os fundos estruturais do actual Quadro Comunitário de Apoio: “Temos uma baixíssima taxa de execução, na ordem dos 40%, quando já devíamos estar perto dos 60 ou 70%. Numa altura em que se discute um próximo Quadro Comunitário de Apoio, para que Portugal possa ter as mesmas verbas, os tais 22 mil milhões de euros, pergunto-me como é que o país pode exigir ter os mesmos fundos se dá nota de não ser capaz de executar os fundos colocados ao seu dispor. Algo tem de ser feito. É preciso criar agilidade para que este dinheiro seja bem aplicado e possa melhorar a nossa economia, criar mais emprego, maior riqueza e melhor qualidade de vida”.

 

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