Voz da Póvoa
 
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Terroso Quer Trilhar Pelos Caminhos da Modernidade

Terroso Quer Trilhar Pelos Caminhos da Modernidade

Freguesias | 5 Março 2021

Recuar no tempo de uma terra é descobrir-lhe outros nomes. A actual freguesia de Terroso foi habitada desde épocas pré-históricas, como o evidenciam os topónimos Leira da Anta (entre Terroso e Amorim) e Cortinha da Fonte da Mama ou o Castelo de Paranho, de origem medieval, mas de que apenas chegaram à actualidade escassas ruínas. Conserva-se inviolada a Mamoa de Sejães. Na acrópole do monte da freguesia, persiste ainda a Cividade de Terroso, importante povoamento urbano da cultura castreja. Embora, as ruas tenham sido baptizadas com nomes, os lugares ainda lá moram: Boavista, Carregal, Certainha, Ordem, Paranho, Passô, Pé do Monte, Póvoas, Santo António, São Lourenço, São Pedro, São Salvador, Sandim, Sejães e Vilar. Haverá outros que a memória guarda. Teve o estatuto de freguesia entre 1836 e 2013 data em que devido à reorganização administrativa do território, foi integrada na União das Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso.

A Voz do Presidente

O mundo é feito de mudança. Não foi uma vontade alicerçada no tempo, mas diz o povo que a união resiste mais e por isso, falar da terra da Senhora das Candeias é também saber pertencer à União das Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso, que é presidida por Carlos Alberto Maçães Gondar.

Nasceu em 1967, na freguesia de Aver-o-Mar, mas hoje, assume a vontade de fazer valer a sua experiência de autarca nas três freguesias integrantes da união: “Tudo começou por um desafio que me foi lançado por um grupo de amigos. Na altura, estava muito ligado à igreja, com o padre Joaquim, e acabei por impulsionar a recolha de verbas para construir o Centro Paroquial. Concluída a obra, as pessoas acharam que eu podia assumir um papel mais activo na freguesia, ligado à política. Concorri como independente e perdi as eleições. Estive quatro anos na Assembleia de Freguesia de Aver-o-Mar e voltei a concorrer. Venci com maioria absoluta, por uma diferença de 24 votos. Depois, em 2013 houve a agregação de freguesias e juntamente com as pessoas que estavam comigo, fui buscar as pessoas de Terroso e de Amorim. Concorri e venci na mesma como independente, pela lista MAR, tendo recebido o apoio do PSD”.
E acrescenta: “Estava habituado a trabalhar com uma grande freguesia e com o apoio dos meus colegas de Amorim e Terroso, foi possível conhecer o seu melhor e o seu pior, em termos de infraestruturas ou falta delas. Naturalmente, no essencial conhecia as duas freguesias que ficaram integradas na união, conhecia o seu território e muitas pessoas, também devido à minha profissão de Instrutor de condução. Os primeiros passos foram, fazer chegar as valências que tinha em Aver-o-Mar, às freguesias de Amorim e Terroso. O meu primeiro objectivo era nivelar todas por igual, respeitando as características e tradições de cada uma”.

Carlos Maçães recorda que durante a agregação não fechou qualquer delegação: “Quando houve esta união de freguesias, o que tentei, como autarca, foi não criar qualquer transtorno às pessoas. Em vez de se deslocarem a Aver-o-Mar para tratar de qualquer assunto, sou eu que me desloco a Terroso ou Amorim para resolver os problemas. Cada freguesia tem o seu projecto e eu tenho que saber lidar com os três projectos. Não é difícil, é uma questão de bom senso e determinação”.

As prioridades de cada freguesia eram do conhecimento do Presidente: “Quando decidi avançar com a vontade de estar à frente dos destinos da União de Freguesias, sabia quais eram os projectos que deveria traçar para cada uma delas. Em Terroso havia duas obras fundamentais para realizar, uma delas era terminar o monumento aos Ex-Combatentes da guerra colonial, porque havia um grupo de homens que queriam inaugurar o monumento a 10 de Junho, dia das Comunidades e de Camões. Era um projecto que estava parado por falta de verba e, assumi concluí-lo. A única coisa que estava feita, quanto comecei a gerir os destinos de Terroso, era a base em betão armado. Cobrimos o tanque e fizemos uma varanda com óptima vista para a Póvoa de Varzim. O painel de azulejos custou-nos 15 mil euros e a zona envolvente e os arranjos acabaram por ter um custo muito mais elevado. A inauguração aconteceu em 2014. Isto só foi possível porque o projecto desta União de Freguesias é o mesmo da Câmara Municipal, se assim não fosse, não era possível. A Câmara tem um papel activo nas freguesias e há aqui uma grande concordância entre o executivo Municipal e a Junta de Freguesia. Depois, era urgente concluir o alargamento do cemitério. A antiga junta de freguesia de Terroso tinha planeado que o alargamento seria do outro lado da estrada, em frente ao velho cemitério, numa quinta. Isso fazia parte do PDM, mas quando tomei posse, a minha equipa entendeu que não era a melhor solução”.

E recorda: “A prioridade foi fazer chegar ao presidente da Câmara, Aires Pereira, as nossas pretensões e, começámos a negociar com o vizinho do lado nascente, mas não chegamos a qualquer acordo. Depois, passámos e negociamos com o vizinho do lado poente e as coisas resolveram-se. Fez-se uma permuta de terrenos. Comprámos um terreno na Estela e trocámos, para avançarmos com a obra. Sempre entendi a razão das pessoas, quando desejavam que o cemitério ficasse unido e não dividido por uma estrada. Naturalmente, não queriam ver os seus entes queridos separados por uma estrada. Até porque em dia de fiéis defuntos fazia pouco sentido as cerimónias andarem entre um e outro cemitério, porque acabaria por ser isso mesmo, dois cemitérios. O padre Pedro foi sempre apologista desta solução. A proposta acabou por ser mais cara, mas as pessoas sentem orgulho no seu cemitério. Penso que todo o trabalho foi bem executado. Na frente do cemitério, a parte nova foi feita a replicar a parte velha. Até as grades de ferro são iguais. Temos que saber dar ouvidos às pessoas”.

Os cemitérios são da jurisdição das Juntas, mas Carlos Maçães reconhece a importância da autarquia na conclusão da obra: “Já investimos 750 mil euros, desde a compra do terreno à estrutura construída. A Junta não tinha esta verba e a Câmara ajudou em tudo, na compra do terreno, para fazer a permuta, nos muros de sustentação, nos gradeamentos e alguma pedra. Foi uma ajuda preciosa. A obra em si. Uma grande parte foi feita pelos nossos funcionários e outra, como os muros de sustentação, tivemos que entregar a uma empresa. Para ajudar na construção, a restante verba adquirimos com a venda das campas”.

Terroso Quer Trilhar Pelos Caminhos da Modernidade

“Há uma série de ruas que já faziam parte dos projectos e dos manifestos eleitorais de antigos presidentes de Junta, mas nunca avançaram. Eu fiz uma repescagem dessas promessas que não avançavam e já conclui as obras em algumas, como a Rua que liga Amorim a Terroso ou a Rua das Fontainhas, em que havia a necessidade de fazer alguns ajustes com cortes de terrenos para permitir alargamentos. Também fizemos obras na Rua da Sobreira e na Rua do Restolho. Fizemos recentemente, com a ajuda da Câmara, a Rua das Poças, uma rua muito importante, que liga Terroso a Laúndos. Esta era uma das ruas que andava em manifestos eleitorais de antigos presidentes. Tínhamos também um problema no Largo de S. Lourenço, com um penedo que foi desviado e ao mesmo tempo, fizemos um arranjo na rotunda. Aqui, tivemos a preciosa ajuda do Celestino Cabreira. Penso que conseguimos uma boa solução que facilita a circulação automóvel”, explica Carlos Maçães.

Há obras que nem sempre têm a sua conclusão em tempo desejado: “Gostaria de concluir ainda neste mandato a remodelação do Pé do Monte, que tem uma vista magnífica sobre a Póvoa de Varzim. Acontece que tem uma iluminação pública muito fraca. Depois, a rede eléctrica é aérea e gostava que tudo aquilo fosse enterrado, para depois remodelar todos aqueles arruamentos. São ruas estreitinhas, muito características do Pé do Monte, em Terroso. É uma zona que está muito encostada à cividade e estes arranjos embelezavam tudo em conjunto. As pessoas que visitam a cividade passavam também a usufruir dos arruamentos, que pela sua inclinação oferecem vistas deslumbrantes. O melhoramento da iluminação pública, com a colocação de uns candeeiros é prioritário. A Câmara já tem o projecto e está receptiva. Depois, solucionar o saneamento das águas pluviais e colocar um pavimento novo, de forma a atrair os visitantes ao Pé do Monte, uma espécie de roteiro turístico da Póvoa”.
 
Carlos Maçães assume as obras que se propôs fazer em Terroso, mas não deixa de elogiar iniciativas da Autarquia poveira, como as obras no largo da igreja: “Aires Pereira assumiu que era preciso dar uma volta ao largo e melhorar as suas condições. O projecto teve o acordo do padre Pedro. Penso que foi encontrada uma óptima solução e acho que a freguesia ficou a ganhar e muito com o resultado. Também a requalificação da antiga escola primária de Terroso, que foi entregue à Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa da Póvoa de Varzim, que ali criou o espaço “Regaço +”, foi um processo onde se ouviram as pessoas da freguesia que não se opuseram. Aquela escola foi construída com o suor das pessoas de Terroso, estimuladas por um antigo professor. Isto porque, a escola de Vilar era já pequena para o número de alunos, e foram as pessoas de Terroso que compraram o terreno e arranjaram dinheiro para edificar a escola. Agora, não vêem com bons olhos, dar outra valência que não seja ensinar”.
Quanto às colectividades da freguesia continuaram a merecer a atenção do executivo da Junta: “Demos continuidade aos apoios e em alguns casos até reforçámos. No fundo, quisemos que as pessoas não sentissem que esta agregação de freguesias viesse tirar identidade ou algumas regalias, isso não aconteceu. Os gabinetes que tenho na Junta de Aver-o-Mar, fiz com que chegassem às outras duas freguesias, Amorim e Terroso, como o gabinete da Psicologia, que tem uma procura muito relevante, quer de crianças das escolas quer de adultos. Temos as nossas psicólogas, uma a meio tempo e que faz parte do quadro, e outras voluntárias que dão apoio às três freguesias. Temos também o apoio do Gabinete de Inserção Profissional, para apoiar os desempregados das nossas freguesias. Quando estão inscritos no Centro de Emprego e sãos das três freguesias que administro, tentamos encontrar uma solução de emprego. Temos o apoio Fiscal, para pessoas que têm dificuldade e nem sabem trabalhar com a Internet. A validação das facturas, preencher o IRS, a nossa técnica tira as senhas e depois, as pessoas deslocam-se à Junta para receber o trabalho feito. Por último, temos o gabinete de Apoio à Vítima, que abriu em 2006, mas nunca fizemos grande bandeira deste gabinete, porque quando se trata de vítimas temos que as saber proteger”.

E Carlos Maçães acrescenta: “Temos um protocolo com o ministério público e outro com a GNR e PSP. Agora este gabinete já não consegue dar resposta e foi alargado à Cruz Vermelha e Beneficente. No fundo, o autarca tem que arranjar soluções para resolver os problemas às pessoas. É um dever, porque as pessoas elegem-nos pois depositam confiança em nós”.

A Pandemia Reabriu as Feridas da Pobreza

A pandemia trouxe uma intervenção de proximidade, quando até era exigido um certo distanciamento: “Está tudo centralizado na Acção Social do Município. Quando alguém pede ajuda, nós canalizamos para o gabinete da Acção Social da Câmara, que por sua vez, faz a análise e depois transmite às Juntas de Freguesia para dar o necessário apoio. Desta forma, foram corrigidos alguns erros do passado, quando as pessoas pediam ajuda nas Juntas, na Câmara, na Beneficente. Ou melhor, estavam a ser ajudadas por várias instituições ou entidades ao mesmo tempo. Temos que reconhecer que a Vereadora Andrea Silva está a fazer um excelente trabalho. Centralizou as ajudas no seu pelouro, as técnicas fazem a avaliação e nós damos o apoio. Claro que nunca é o ideal, porque o ideal era que não houvesse pandemia, que aumentou em muito os pedidos de ajuda. O apoio psicológico que damos a quem precisa, é muito importante nesta fase, porque as pessoas estão a ficar exaustas de estar confinadas, o facto de perder familiares, perder empregos e deixar de ter dinheiro para a sua sobrevivência está a ser muito complicado. Temos dado o apoio possível, com a ajuda da Câmara”.

Mesmo nos períodos mais críticos da pandemia, “nunca encerrámos nenhuma Sede de Junta, o nosso pessoal esteve sempre presente. A única diferença é que as pessoas em Terroso, deixaram de entrar nas instalações, mas passaram a ter à porta uma mesa com acrílico, onde deixam ficar os atestados e no dia seguinte vão buscar. Quando querem mesmo conversar com o presidente, eu telefono e desloco-me à casa da pessoa. É a forma de não haver ajuntamentos. Temos tido bons resultados. Até hoje, não tivemos qualquer funcionário infectado e, com o plano de contingência que pusemos em prática tem dado resultado”.

A higienização das ruas teve o apoio diferenciado nas três freguesias, recorda Carlos Maçães: “Em Aver-o-Mar tivemos o apoio voluntário da empresa JLC e dos Bombeiros que todos os dias vinham fazer a higienização dos contentores, juntamente com os nossos funcionários. Nas freguesias de Amorim e Terroso tivemos o apoio imprescindível dos agricultores que, embora não tivessem pedido nada, a Câmara entendeu e bem, dar-lhes uma pequena ajuda para o gasóleo. Recordo que estas pessoas faziam a desinfecção diária, incluindo aos domingos. Em relação à JLC e aos Bombeiros, a Junta também atribuiu um subsídio para ajudar no combustível”.

Repetir o Mandato para Construir o Futuro

“A Câmara Municipal fez um grande investimento no campo de futebol com a colocação do relvado sintético. Junto ao campo de futebol, uma promessa minha, estamos a tornar o fontanário mais visível. Como estava muito escondido, havia sempre alguém que roubava as torneiras e colocava por lá algum lixo. Estamos a passar o fontanário para cima, onde vai ter uma outra vista, ali ao lado do campo de futebol. Vai ser todo em pedra, que foi retirada da casa demolida em Aver-o-Mar, para alargar o parque de estacionamento. Espero que a obra ainda fique concluída neste mandato”.
 
Outra questão importante para Carlos Maçães, é o saneamento de Terroso, “um problema que deverá ser colmatado agora, com a nova estrutura que se criou com a ciclovia, que permite ligar o saneamento directo para a Póvoa. Quanto à água potável na freguesia, há algumas ruas que ainda não têm, mas são os próprios moradores que têm que fazer o pedido e ficará resolvida. Penso que as pessoas já se identificam com o nosso trabalho. Esta Junta de Freguesia quer cumprir com aquilo que promete. Em Aver-o-Mar, das promessas que fiz, falta-me concretizar o campo de futebol. Em Amorim tem havido dificuldade em negociar alguns terrenos para poder abrir novos arruamentos, mas creio que concluída a obra do cemitério de Terroso, passo a ter mais tempo para me inteirar do necessário e investir em Amorim”.
Se for essa a vontade das pessoas, Carlos Mações vai continuar à frente da União das Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso: “Voltarei a ser candidato a novo mandato. Creio que levarei até ao final o meu projecto. Quero que nada fique por fazer. O meu plano foi feito para 12 anos e pretendo concretizá-lo com as obras prometidas. Se conseguir fazer mais, melhor. Quero manter a minha equipa. Somos amigos e conversamos sobre tudo o que é preciso fazer e sobre as dificuldades que vão surgindo. Conversamos sobre os nossos êxitos, mas também daquilo que fica por fazer. É um franco diálogo. Se me for confiado o poder, eu penso concretizar o que prometi. Nestes quatro anos, tivemos alguns entraves. O tempo de pandemia não ajudou, mas não pode servir de desculpa para algo que não conseguimos fazer”.
Nesse sentido, “em Amorim quero ver se neste mandato, termino o arruamento que vai da Gruta do Fado até à Rua da Aldeia Nova. Depois, queria fazer a ligação da Aldeia Nova ao Minipreço. Naturalmente, conto com a ajuda da Autarquia. Em Amorim também já comprámos o terreno para alargar o cemitério. Irei ser sempre o presidente dos cemitérios. Vim para Aver-o-Mar, tive que resolver o problema do cemitério, depois, seguiu-se Terroso e agora Amorim, onde já fizemos a parte dos muros. Espero nos próximos quatro anos concluir o cemitério de Amorim”.

Carlos Maçães avança já com propostas para um novo mandato: “Quero fazer a Rua das Pousadas, uma rua que liga a zona da Casa do Regaço ao Aqueduto e dessa forma tirava do centro da freguesia uma grande parte dos veículos pesados e tractores agrícolas que queiram ir para a Nacional 205. Evitavam passar frente ao cemitério. Queria também fazer uns arranjos a alguns arruamentos na parte de baixo de Terroso. Embora, estejam pavimentados, precisam de ser arranjados, porque o pavimento já não responde. Depois com o decorrer do mandato, há sempre pequenas obras que vão surgindo. Sei que no Pé do Monte não vai ser possível fazer a obra desejada ainda neste mandato, mas no próximo sim, pode ser concluído. Nestes nove meses, fazer a iluminação era já um grande passo”.

E conclui: “As pessoas podem sempre contar comigo. Serei sempre um presidente presente. Não consigo resolver os problemas todos, mas posso sempre ajudar na sua resolução. Posso acrescentar que há uma certa indignação das pessoas em relação à EDP que não resolve os problemas de iluminação das ruas por onde as lâmpadas vão fundindo. Já manifestei esta situação ao município. A EDP não está a dar apoio às freguesias na substituição da iluminação pública. Existem lâmpadas fundidas nas três freguesias há mais de cinco meses. Por mais que sejam contactados por nós, por telefone ou por mail, a EDP simplesmente não faz o seu serviço. Falo por mim, mas outros presidentes de Junta estão com o mesmo problema. A mensagem que posso transmitir às pessoas, é que estando no terreno sei o que se passa, mas a resolução do problema da iluminação não depende da minha vontade. Creio que a Câmara Municipal irá junto da EDP tentar resolver este problema. Naquilo que estiver ao meu alcance, podem contar sempre comigo”.

Por: José Peixoto

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