Voz da Póvoa
 
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Santa Cruz Recordada e novo Adro a Embelezar Igreja de Balasar

Santa Cruz Recordada e novo Adro a Embelezar Igreja de Balasar

Freguesias | 26 Junho 2026

 

Em dia de aniversário da aparição da Santa Cruz em Balasar, que ao longo destes 194 anos tem sido lugar de identidade espiritual e de peregrinação, foi inaugurado, a 21 de Junho, o adro da Igreja Paroquial de Balasar, um investimento de cerca de 660 mil euros financiado pela Câmara Municipal.

O arcebispo primaz de Braga, D. José Cordeiro, esteve presente na cerimónia ladeado pelo pároco monsenhor, Manuel Casado Neiva; pela Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, e pelos Presidentes da Junta e da Assembleia de Freguesia de Balasar, Marco Silva e José Araújo, respectivamente.

Descerrada a placa que assinala a inauguração da requalificação do adro da Igreja Paroquial, foi tempo de discursos que abriram com as palavras do Monsenhor, Manuel Casado Neiva, com um desejo: “Que o povo de Balasar reconheça esta obra de todos e que reconheça também a necessidade de preservar, conservar a boa imagem que aqui hoje temos na nossa frente o adro da Igreja. Sempre disse o que pensava acerca do adro da Igreja. Apresentei a minha proposta ao Conselho Pastoral Paroquial e todos concordaram. Sempre trabalhei em total consonância e unidade com todos. Como dizia o Santo Padre João XXIII – o Adro da Igreja é a sala de visitas da aldeia”.

Por sua vez, Marco Silva deixou uma nota de agradecimento aos promotores do projecto e da obra: “O adro da Igreja vem sendo reivindicado há largas dezenas de anos. E o José Araújo, e o padre Manuel Casado Neiva, tiveram a hombridade de conseguir viabilizar esta obra. A eles deixo um agradecimento muito especial”. Mas reconhece quem dá o aval definitivo, a Câmara Municipal: “E aqui eu quero deixar uma palavra muito especial à Dr.ª Andrea Silva. O processo não era simples, mas envolveu-se pessoalmente naquilo que era a resolução da questão do adro da Igreja. De uma forma especial resolveu o problema, e conseguiu viabilizar aquilo que é a obra hoje”. Sublinhando que “devolveu aquilo que era o adro da Igreja à população de Balasar. Muito obrigado a todos”.

Também José Araújo, entre os promotores da obra destacou o empenho da Presidente da Câmara: “Muito obrigado pelo seu empenho. Neste processo, numa conjuntura muito difícil, mas mais uma vez cumprimos. Palavra dada, palavra honrada. Quando fazer política é servir e trabalhar em equipa, Câmara, Junta e Paróquia, para as pessoas os resultados estão à vista. Também quero pedir desculpa pelo incómodo durante a execução da obra a todos os balasarenses e aos milhares de pessoas que nos visitaram. Desfrutem deste espaço maravilhoso, pois foi a pensar em nós e em quem nos visita que ele foi construído”.

Para Andrea Silva, apoiar a obra do adro da Igreja não foi uma decisão difícil de tomar: “Porque apoiar a paróquia de Balasar é apoiar os balasarenses. É reconhecer que este espaço onde a comunidade se reúne, reza e celebra, é tão parte do património colectivo desta freguesia como qualquer escola, estrada ou equipamento público. A fé que aqui se vive  não é separada da vida da comunidade. É parte dela. E por isso o município tem o dever de apoiar com a mesma seriedade com que apoia  qualquer outra infraestrutura que sirva as pessoas. Quero agradecer à Junta de Freguesia de Balazar, na pessoa do seu presidente, pelo trabalho de proximidade que tem feito junto desta comunidade. E quero agradecer também à paróquia, aos seus responsáveis e a todos os voluntários que ano após ano  garantem que esta tradição se mantém viva e que estas celebrações continuam a acontecer com a dignidade que merecem”.

D. José Cordeiro reconheceu que a obra foi o resultado desta feliz articulação e cooperação recíproca entre “a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, a Comunidade Cristã, a Comunidade Paroquial de Balasar, que isto foi possível e é ganho para todos, porque é um serviço à humanidade e é um serviço ao encontro. Um adro é, antes de mais, um lugar de encontro”. E conclui: “Há raríssimos adros que tenham a plenitude deste adro de Balasar, que concentra o nascer, o crescer, o viver, o morrer, abarca todas as dimensões da vida”.

Por: José Peixoto

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