Voz da Póvoa
 
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O Centenário da Igreja Nova de Amorim

O Centenário da Igreja Nova de Amorim

Freguesias | 1960_B | 2 Setembro 2020

A Paróquia de Amorim celebrou o 100º aniversário da sua Igreja Nova, no sábado, celebração organizada pelo Conselho Económico Paroquial, marcando presença na mesma igreja ao longo de todo dia.

Nas palavras do pároco, padre Guilherme, “não podemos estar em festa como a ocasião merecia, fizemos o que era possível, pela saúde de todos. Rezamos por quantos pagaram e ajudaram a construir esta igreja, por quantos a zelaram ao longo destes 100 anos, e recordamos a sua história”.

No exterior, junto à porta principal, foi descerrada uma placa comemorativa do dia, acto que contou com a presença de Andrea Silva, Vereadora com o Pelouro da Acção Social, em representação da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, também se associaram os representantes das Confrarias das Almas; da Senhora do Rosário; do Santíssimo Sacramento; do Sagrado Coração de Jesus, da Irmandade dos Passos, da Comissão de Festas de Santo e do Agrupamento de Escuteiros desta comunidade paroquial. A família Bonitos de Amorim fez-se ainda representar com 6 elementos.

Por motivos de espaço e para evitar o perigo de contágio, a cerimónia não foi publicitada, “estamos conscientes de que a máxima de que cabe sempre mais um, não pode ser aplicada em tempos de pandemia”.

O padre Guilherme referiu ainda que “em Amorim confiamos na Divina Providência, na certeza de que em breve vamos poder comemorar juntos esta data, como a família e os Amorinenses merecem. Amorim sabe reconhecer e agradecer”.

Há 100 anos Amorim Estava em Festa

Por: Manuel Lopes Martins

Há 100 anos Amorim estava em festa. Era benzida, e aberta ao público, a Igreja Nova.
A fundação desta igreja deve-se à benemerência de quatro irmãos emigrados no Brasil: Manuel João Gomes de Amorim (1848-1900), António João Gomes de Amorim (1862-1919), Francisco João de Amorim (1864-1931) e Joaquim José Gomes de Amorim (1858-1926). Compraram o terreno, encomendaram o projecto ao Arquitecto Adães Bermudes e em fins de Outubro de 1905 começaram as obras de construção do edifício, que duraram até 1910. Com a implantação da República, devido ao ambiente anticlerical e à nacionalização dos bens da Igreja, o edifício manteve-se fechado por dez anos.

A bênção solene da igreja foi feita pelo Arcebispo Primaz, D. Manuel Vieira de Matos. Depois da sagração da igreja, o Santíssimo Sacramento foi transferido, na píxide, da igreja velha para a nova. Ao meio dia houve missa solene cantada a grande orquestra. No final houve exposição solene do Santíssimo, no trono, para adoração dos fiéis, até ao fim da tarde. Às seis horas, depois do sermão em honra do Santíssimo Sacramento, cantou-se um solene Te Deum em acção de graças, saindo depois uma procissão eucarística, que terminou com a bênção do Santíssimo.

De facto, a freguesia engalanou-se para celebrar condignamente tão elevado acontecimento da sua história. Formaram-se, para esse efeito, várias comissões de paroquianos para a realização desta grande festa de inauguração e ainda para a angariação de fundos para a conclusão das obras.

A partir desta data, o serviço paroquial, com o consentimento da família Amorim, passou a realizar-se na Igreja Nova. Todas as confrarias e devoções passaram para a Igreja Nova, com excepção da Confraria das Almas que se manteve na Igreja Velha. O primeiro casamento realizado nesta igreja foi o de Joaquim Francisco Carneiro com Albina Cândida de Amorim, a 8 de Setembro; o primeiro baptizado, a 7 de Setembro, foi o de Maria Rosa Ferreira, filha de Luís Lopes Ferreira e Ana Rosa, do lugar da Boucinha; o primeiro funeral, a 9 de Outubro de 1920, foi o de Ana Gonçalves dos Santos (no mês de Setembro tinham falecido dois «anjinhos»).

 

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