Voz da Póvoa
 
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Rotary Club na Rota do Ciclo Urbano da Água

Rotary Club na Rota do Ciclo Urbano da Água

Educação | 20 Abril 2021

Somos capazes de olhar a semana e perceber que acontecem coisas luminosas, que precisam de respirar entre os leitores.

Com viagem marcada sempre às segundas, o destino do passado dia 15 de março levou o Rotary Club da Póvoa de Varzim a uma viagem virtual ao “Ciclo Urbano da Água”.

A sessão, alinhada com o tema para o mês de março do calendário rotário, “Água, Saneamento e Higiene”, contou com a presença de Sílvia Costa, Vereadora do Ambiente da Câmara da Póvoa, e de Pedro Bastos, Diretor de Exploração da Empresa Águas do Norte.
 
No mês em que se assinala, também, o Dia Mundial da Água, o Rotary convidou a uma reflexão sobre a problemática mundial do acesso a água de qualidade, saneamento de águas residuais e condições de higiene. Esta é, aliás, uma das causas que merece especial atenção e envolvimento da instituição, mobilizando recursos, formando parcerias e investindo em infraestruturas e formação para que a mudança possa acontecer, um pouco por todo o mundo.

O mote para a partida foi dado pela Presidente do Rotary Club da Póvoa, Teresa Castro Lopes partilhando a expressão do poeta inglês Wystan Hugh Auden “…muitas pessoas viveram sem amor, mas ninguém viveu sem água”. De facto, sem água não há vida! – Frisou.

E continuou referindo que, ao longo da história das civilizações humanas, as comunidades foram-se estabelecendo, preferencialmente, na proximidade das linhas de água, pela importância que este recurso significava na sua sobrevivência. O aumento da população mundial e a escassez da água, agravada com os, cada vez mais impactantes, efeitos das alterações climáticas, levará a uma maior competição por este recurso potenciando a instabilidade e conflitos armados.

Concluiu, lembrando que tradicionalmente a gestão do recurso água foi interpretada numa lógica linear, com o seu consumo e descarga de águas poluídas. No entanto, o grande desafio atual prende-se com a alteração para uma abordagem circular, onde resíduos se transformam em recursos, numa visão integrada do Ciclo Urbano da Água, garantindo um acesso equitativo da água, saneamento e condições de higiene.

A Vereadora Sílvia Costa iniciou a sua intervenção destacando a relevância do elemento água no planeta Terra, sendo que, ainda assim, este é um recurso escasso. Naturalmente – esclareceu – porque na sua maioria a água é salgada e, dos 2,5% de água doce do planeta, menos de 1% se encontra disponível para ser usada pelo Homem e demais espécies. Referiu ainda que, a par da quantidade de água disponível, a qualidade da mesma é também fator determinante. De facto, muitas das doenças transmitidas estão relacionadas com o contacto com água de má qualidade, sendo uma das principais causas de mortalidade infantil.

Neste âmbito, e a título de exemplo, relembrou o evento mundialmente referido como “Dia Zero”: o dia em que a Cidade do Cabo, na África do Sul, deixaria de ser capaz de fornecer água à sua população. Hábitos de consumo da população não enquadrados com a escassez deste recurso, associados aos cada vez menos frequentes fenómenos de pluviosidade, levaram a que a principal fonte de fornecimento de água baixasse as suas reservas para apenas 13,5%, levando os responsáveis do país a temer o pior.

Depois de uma breve incursão pela problemática mundial, Sílvia Costa, orientou a viagem para a realidade do concelho, apresentando os indicadores que relevam um fornecimento de água 100% segura e com elevada rede de cobertura, quer no abastecimento, quer no saneamento de águas residuais.

Pedro Bastos, Diretor de Exploração da Empresa Águas do Norte, convidou os presentes a acompanhá-lo numa visita virtual à ETAR do Ave, a infraestrutura responsável pelo tratamento das águas residuais da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde, localizada em Tougues. A construção desta infraestrutura – referiu – permitiu a ambos os concelhos, escreverem “uma história com final feliz” em matéria de tratamento das águas residuais e que se traduziu numa significativa melhoria ambiental do território e na qualidade crescente das suas águas balneares.

Terminou a sua intervenção apresentando a revolução tecnológica que está a ocorrer nestas estações de tratamento de águas residuais (ETAR), passando a ser encaradas como Unidades Geradoras de Recursos (UGR), numa lógica de economia circular.

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