Voz da Póvoa
 
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O Sonho Comanda a Vida de Gonçalo Martins

O Sonho Comanda a Vida de Gonçalo Martins

Educação | 1924 | 18 Setembro 2019

Aluno Poveiro É dos Melhores do País e Ingressa no Instituto Superior Técnico

Gonçalo Martins é um dos 44 mil alunos do país que ingressaram este ano no ensino superior, mas o jovem poveiro, que completa precisamente hoje, quarta-feira, 18 anos de idade, foi notícia nacional ao ser o estudante a entrar no Instituto Superior Técnico com a nota mais alta (19,85 valores), proeza a que junta a de ingressar também no curso com a média mais alta do país: engenharia aeroespacial, com 18,9 valores.

Gonçalo Martins nasceu em 18 de Setembro de 2001. Natural da Póvoa de Varzim, fez a primária na Escola do Desterro, prosseguindo os estudos na Escola Dr. Flávio Gonçalves e na Secundária Eça de Queiroz. Filho único de Rui Martins, economista, e de Ana Cunha, professora de biologia, Gonçalo é um jovem um pouco tímido e reservado, mas simultaneamente alegre e convicto das suas capacidades. Para Lisboa, leva na bagagem o sonho, aquele que comanda a vida, de um dia poder trabalhar no desenvolvimento de carros de alta competição, nomeadamente os Fórmula 1, que tanto aprecia, ou numa empresa de construção de aviões.

O nosso jornal esteve à conversa com Gonçalo Martins na véspera da sua partida para Lisboa, onde vai abraçar um novo desafio no Instituto Superior Técnico. À nossa reportagem, o jovem confessa que “não estava à espera deste mediatismo que se gerou em torno da minha nota, mas de resto tenho vivido estes dias de forma normal”, reconhecendo que a média obtida “é fruto de muito estudo, trabalho e dedicação”.

Passando em revista o seu percurso escolar, Gonçalo afirma: “Sempre me esforcei por tirar boas notas, mas grande parte deste sucesso escolar deve-se aos professores, que sempre me prepararam muito bem”.

E qual o segredo para se tirar notas tão elevadas? De sorriso nos lábios, Gonçalo diz que “não há uma fórmula mágica”. E acrescenta: “Requer atenção nas aulas e muito estudo, mas nunca deixei de ter uma vida social e de fazer o que mais gosto, como sair com os amigos, tomar um café, ir ao cinema, andar de bicicleta ou praticar ténis de mesa”.

A paixão pela engenharia, nomeadamente a engenharia aeroespacial, surgiu no ensino secundário, daí ter abraçado a área das Ciências e Tecnologia na Secundária Eça de Queiroz. “Entre o 11º e o 12º ano, percebi que queria estudar engenharia aeroespacial. Sempre gostei de aviões e de carros de alta competição, por isso era o curso que mais se adaptava ao meu gosto e vocação. Podia ter optado pela engenharia mecânica, na Universidade do Porto, já que ficava perto de casa, mas gostei mais das cadeiras do curso de engenharia aeroespacial e arrisquei. Sei que isso me obriga a ir para Lisboa e estar longe da família e dos amigos, mas estou preparado e sinto que fiz a escolha certa”.

No Instituto Superior Técnico, Gonçalo Martins tem à sua espera um curso exigente de cinco anos. “Fui a Lisboa fazer a minha inscrição no curso e conhecer as instalações da escola. O Instituto Superior Técnico é das melhores universidades do país e prepara muito bem os alunos para o futuro. Parto para esta nova fase da minha vida com expectativas elevadas”.

A nota com que finalizou o secundário dá-lhe a possibilidade de ficar numa residência de estudantes, o que é uma grande ajuda, porque assim poupa no trabalho de procurar um alojamento e, sobretudo, nos custos. Para trás ficam a família, os amigos e a Póvoa de Varzim: “Saio do conforto da minha cidade para a capital. Apesar de ter família em Lisboa, vou morar na residência universitária. Não é a mesma coisa que morar com os pais, acarreta mais autonomia e responsabilidade. Os meus pais sempre me apoiaram e encorajaram a seguir os meus sonhos, mesmo que isso significasse ir para Lisboa. São muitas mudanças, mas nada se consegue sem esforço e sacrifício”.

Dentro de cinco anos, quando tiver concluído o curso, Gonçalo Martins espera poder trabalhar numa empresa de desenvolvimento de carros de alta competição ou de construção de aviões. “Neste momento quero concluir o curso, com boas notas, e depois pensar no meu futuro profissional. Passo a passo, sem pôr a carroça à frente dos bois, mas não escondo que acalento o sonho de um dia poder trabalhar no desenvolvimento de carros de alta competição, nomeadamente os Fórmula 1. Sei que as oportunidades não são muitas, mas vou dar o meu melhor”.

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