Voz da Póvoa
 
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Grande Colégio Respondeu à Pandemia com Inovação

Grande Colégio Respondeu à Pandemia com Inovação

Educação | 25 Outubro 2020

A vida no seu lento caminhar oferece o tempo todo. Um tempo de vida que queremos emocionalmente equilibrado. Esse é o desejo, mas por vezes num pestanejar, aquieta-nos a incerteza. Como Seres capazes de reagir a todas as adversidades, logo encontramos uma solução. A pandemia ainda anda a assustar por aí, mas com regras e inteligência saberemos contraria-la e isolá-la. Foi o que aconteceu no Grande Colégio da Póvoa e Colégio de Amorim, dirigido pelo Eng.º Rui Maia.

Primeiro a surpresa e depois a reacção. Encerrar temporariamente o Colégio e mandar toda a gente para casa: “Foi muito duro. Primeiro ver o Colégio sem ninguém. Depois, porque de facto isto trouxe imensos receios a toda a gente, aos pais, às crianças, à própria equipa do Colégio, a incerteza quanto ao futuro. Toda esta situação trouxe muita novidade. Conseguimos rapidamente nos preparar, do 1º ao 12º ano, com aulas online, por isso, arrancamos dias após o fecho e os nossos alunos acabaram por ter um ano lectivo, em termos de aprendizagem, relativamente normal, dentro do que é possível do ensino à distância com qualidade. Aos mais pequeninos foram os pais a garantir essa situação, mas a nossa equipa manteve sempre algum contacto de proximidade porque não deixam de ser uma referência na vida daquelas crianças, mas apenas isso, porque não havia meio de fazer de outra maneira”, recorda Rui Maia.

Houve a necessidade de fazer investimentos imediatos: “Houve muitas coisas que mudaram. Durante o confinamento criamos estruturas e dotamos os professores de condições para poderem ministrar com qualidade o ensino à distância, a partir de suas casas, também com os seus meios. Tivemos um investimento grande na área da informática, compramos imensos computadores portáteis. Dentro das instalações, porque não sabemos como vai funcionar o próximo ano lectivo, se vamos ter um ano tranquilo ou não, tivemos que fazer imensas separações. Temos um universo de crianças, desde os quatro meses aos dez anos e neste momento temos tudo seccionado”.

E Rui Maia acrescenta: “Temos a creche até aos 3 anos com uma entrada autónoma e uma equipa perfeitamente autónoma. Fizemos o mesmo com o nosso Jardim de Infância e o Primeiro Ciclo, com duas entradas e equipas autónomas. Toda esta separação, para que não haja contacto, obrigou a obras com mais entradas no edifico. Agora, o pessoal polivalente está restrito a certas zonas, formamos equipas autónomas e isso obrigou a um investimento nesta área. Depois, não sabemos se o próximo ano lectivo trará novos cenários e é preciso que, numa família como esta, ninguém fique sem ensino, ninguém fique para trás. Acho que estamos preparados para dar uma resposta, como demos no passado, face a esta pandemia”.

Para tranquilizar os pais das crianças, “o que é mais necessário transmitir é que nós não acrescentamos risco à vida das pessoas. Tudo o que fazemos é do lado da segurança, de maneira que, dentro do possível sejamos um porto seguro para os nossos alunos. Pedimos à nossa equipa que tenha uma vida profissional responsável e regrada, também no exterior, cumprindo todas as regras que vamos indicando e, temos uma equipa que percebeu tudo isto muito bem. Temos uma garantia de funcionamento da estrutura muito boa e os pais foram ganhando esta confiança. Na primeira semana em que reabrimos tivemos muito poucos alunos. Hoje, dois terços dos alunos de Creche e Jardim de Infância frequentam o Colégio. Os pais não entram cá dentro, mas temos passado a informação e mostrado os vídeos de como estamos a trabalhar. Estamos cientes do trabalho e da responsabilidade que temos com os alunos”.

Rui Maia reconhece a incerteza que paira quanto ao novo ano lectivo mas foi feito um trabalho no sentido de sobreviver a vários cenários: “Não sabemos se vamos ter reuniões de pais presenciais ou não. Se tiver que ser numa plataforma online será dada essa indicação aos pais. Somos uma escola presente na família e temos a responsabilidade de comunicar. Vamos ter mais intervalos, para reduzir o número de alunos em recreio. O refeitório vai ter um horário mais alargado e algumas refeições vão ser servidas na sala. Também não vamos misturar alunos de anos de ensino diferente. Não vamos ter refeitório para toda a gente, o que vai obrigar a servir refeições na sala. Mesmo as actividades extracurriculares vão funcionar em moldes diferentes para restituir a sua herança e confiança aos pais. Tivemos que alterar quase tudo cá dentro, mas temos o ano lectivo preparado em termos seguros, para no início de Setembro arrancar com o número de alunos que temos”.

Por: JOsé Peixoto

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