Voz da Póvoa
 
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AM Dance Studio ou o Bailado do Corpo

AM Dance Studio ou o Bailado do Corpo

Educação | 18 Junho 2021

Os primeiros passos de dança são ensaiados no ventre da mãe. Depois, nascemos a bailar entre gestos e um colo. Quando erguemos o corpo, a vontade de equilíbrio dança em pontas e asas a voar para os braços da mãe, do pai, dos mais crescidos.

Aos 6 anos, Ana Marques quis reaprender cada passo de luz numa sala de espelhos. Os horizontes foram-se abrindo e ofereceu o corpo à dança em vários grupos e por muitos palcos do país. Pela vontade de crescer, evoluindo, fez várias formações nas diferentes áreas por onde se semeou em ritmo e suavidade, como o ballet clássico, o jazz contemporâneo ou as danças urbanas, citando apenas alguns caminhos. Aos 17 anos, decidiu começar a dar aulas e passado um ano entrou na faculdade onde se licenciou em Educação Física e Desporto. Depois, surgiu a televisão, “onde tive o prazer de trabalhar na RTP com Sónia Araújo e a partir daí as coisas começaram a ganhar um novo rumo”.

Após ter abraçado alguns anos a Corpore Sano, onde fez o seu projecto de dança, decidiu fundar a sua própria academia, AM Dance Studio, mantendo o rigor e a qualidade na formação pedagógica e artística dos alunos: “Comecei a dar aulas em nome individual na sede da Associação da Matriz. A partir daí, surgiram vários convites de academias para trabalhar. Tive sempre a felicidade de evoluir e concretizar o meu sonho que passava por criar uma academia em meu nome, assim surgiu AM Dance Studio, localizado na Rua Dr. Armindo Graça, junto ao Estádio do Varzim”.

Na academia, uma equipa de professores competentes e dedicados, lecciona aulas de Ballet Clássico, Jazz, Street Jazz, Dança Contemporânea, Comercial, Acrodance, Condição Física, Kizomba, Tango e Lady Style: “Eu, a minha irmã Francisca Marques e a Ana Gil, conseguimos abranger várias áreas de formação. Depois, temos o apoio, ao nível da competição, da professora Helena, que vive em Lisboa. Esta inovação das aulas online permitiu trabalhar com ela e outros profissionais. Há ainda o Leandro ou a Gabi, pais de alunos que estão sempre disponíveis para ajudar”.

Ana Marques revela que a Academia tem cerca de 100 alunos que, “são a razão desta casa. A partir daí, surgiu um projecto que passa por seleccionar os alunos que vão atingindo determinadas características, que achamos adequadas à competição. Não tem a ver só com a parte prática, mas com a maturidade deles e delas, porque é preciso saber encarar o mundo da competição, que mexe com a parte psicológica. Por vezes, têm que prescindir de estar ou sair com os amigos ou familiares, porque vão ter treino, por norma aos fins-de-semana. Ou seja, há uma série de situações que têm que saber gerir e as suas famílias têm que estar preparados para isso. Paralelamente, existe o trabalho diário da Academia, onde formamos alunos numa constante renovação, porque quando entram na faculdade, por vezes longe da Póvoa, há sempre uma maior dificuldade em gerir o trabalho competitivo”.

E acrescenta: “Ao nível do ballet clássico conseguimos, através da professora Ana Gil, que é credenciada pela Royal Academy of Dance, dar formação aos nossos alunos, que fazem exames anuais e no futuro podem ser professores de ballet. Pela primeira vez em alguns anos, temos uma meia dúzia de alunas, entre os 17 e 18 anos, que vão seguir a área da dança, no conservatório ou na Escola de Ballet Teatro. Quem sabe um dia poderão fazer parte da nossa equipa de professores, a exemplo da minha irmã Francisca, que começou comigo e dançou por muitos palcos, onde trabalhou com grande coreógrafos e bailarinos. Agora, está comigo a dar aulas de contemporâneo, a área dela, mas ainda compete. Muitas alunas olham para a Francisca como um exemplo a seguir. Ou seja, o nosso trabalho fala por si, tanto ao nível da formação pedagógica e artística na área da dança, como ao nível da competição, em Portugal e no Dance World Cup. Depois, o facto de conseguirmos ter acesso à televisão, também abriu outras portas. Participamos e vamos voltar brevemente ao Got Talent na RTP1.

As inscrições na AM Dance Studio podem acontecer desde tenra idade: “Faço questão que os pais conheçam primeiro a academia, mas também quem vai dar aulas às suas crianças. Aceitamos crianças a partir dos 3 anos e damos sempre uma ou duas aulas experimentais. Pontualmente, temos crianças com dois anos e meio, mas que já sabem estar no lugar, têm noção da regra, mostravam características que facilitam a aprendizagem. Nos mais pequenos, o mínimo necessário são duas vezes por semana, mas temos crianças de 4 e 5 anos que têm cinco aulas semanais, onde se inclui o Acrodance e fundamentalmente o Ballet Clássico, que é a base de tudo”.

Devido à pandemia as aulas passaram para os computadores, mas para Ana Marques nem tudo foi mau: “Foram seis meses a trabalhar através de um computador. Nesse aspecto tenho muito a agradecer aos pais dos alunos que nunca deixaram de pagar a mensalidade e deram sempre força aos filhos para continuarem a sua rotina. O online também nos abriu outras portas, porque permitiu receber formação de outros profissionais, já que trazê-los aqui seria muito complicado. Depois, os professores foram excepcionais porque tiveram que se reinventar. As aulas de dança para os adultos foram as mais afectadas pela pandemia, porque exigiam o contacto e as pessoas ficaram muito receosas. Dentro em breve pensamos arrancar”.

A vida é feita de sonhos e Ana Marques não esconde um desejo: “Quero que a AM Dance Studio seja uma referência na Póvoa de Varzim, por muitos e muitos anos, para que a minha irmã, o meu filho, o bebé que aí vem que é uma menina, possam assumir o futuro com segurança. A Academia é hoje um porto seguro e sei que muita gente nos procura pela qualidade do nosso trabalho”.

Por José Peixoto

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