Voz da Póvoa
 
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Rancho do Cidral Festeja o Centenário sem Pé de Dança

Rancho do Cidral Festeja o Centenário sem Pé de Dança

Cultura | 1954 | 10 Junho 2020

O santo popular que os poveiros festejam é o São Pedro, mas em tempos mais antigos também o Santo António e o São João eram razões de festa em alguns lugares da vila que hoje é cidade. No lugar do Cidral, no Bairro da Matriz, o Santo António nunca deixou de ser acarinhado pelas gentes do lugar, que na noitada tinham no palco o Rancho do Cidral e na rua o pé de dança popular.
 
Na sexta-feira o Rancho deveria ser o centro da festa pelos 100 anos que festejava, mas em tempo de pandemia, tudo se resumiu a uma homenagem colorida com o trono de Santo António e símbolos alusivos à data.

As pessoas compareceram na distância desejada e do alto da sua voz António Quilores, presidente da Associação Cultural e Recreativa da Matriz, homenageou os fundadores do Rancho e todos os elementos que lhe deram e dão vida. Lamentou também, não poderem festejar o centenário como a data o exigia, mas razões de saúde pública tornaram-se prioritárias.

Para o presidente da União de Freguesias da Póvoa, Beiriz e Argivai, Ricardo Silva, entre o impedimento de um festejo merecido não deixou de revelar que era uma “enorme honra presidir à Junta da minha cidade, no ano em que se comemora este Centenário, e não poderia deixar a data passar incólume”, e lembrou a colaboração da junta na ornamentação do Cidral.

Dentro do possível a organização não deixou de assinalar as comemorações do Centenário com uma missa na igreja Matriz, ÂS 19.00 horas. Quando a noite se apresentar em lua, pelas 21h30, uma tertúlia está programada acontecer na sede da associação, com transmissão na página do Facebook da ACR da Matriz. As tecnologias ao serviço de uma comemoração popular.
 
Não se fazem séculos todos os dias, mas quando os dias apagarem do horizonte a pandemia, o século do Rancho do Cidral será festejado.

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