Voz da Póvoa
 
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Presidente da República Eterno aficionado do Correntes d’Escritas

Presidente da República Eterno aficionado do Correntes d’Escritas

Cultura | 16 Abril 2021

Como habitualmente o Correntes d’Escritas abriu as portas à literatura numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira.
 
O evento literário mostrou-se ao mundo, na manhã desta sexta-feira, em versão Online, com Marcelo Rebelo de Sousa a enaltecer “a persistência e resistência da organização do festival”, argumentando que “só com um dinamismo tão grande por parte dos organizadores e de uma autarquia incansável se pode explicar que este chegue à 22.ª edição com a mesma dinâmica de sempre”.

O Presidente da República, que já foi conferencista do Correntes d’Escritas e repete a presença como mais alto magistrado da nação recordou Luís Sepúlveda e aplaudiu a homenagem que o Correntes faz ao escritor chileno “amigo do Festival e de Portugal e dos portugueses, cuja última aparição pública foi justamente na Póvoa de Varzim, há precisamente um ano”.
Lamentado a impossibilidade de estar fisicamente presente, Marcelo Rebelo de Sousa assumiu-se como um “eterno aficionado do Correntes d’Escritas”. Isso não impediu o chefe de estado de dar as boas vindas à realização do evento no formato online, que permite “a envolvência de escritores, leitores, visitantes e comunidade local através de debates e leituras”. E concluiu com o desejo de que “o reencontro à medida antiga esteja para breve”, confirmando desde já a sua presenta na próxima edição.

Por outro lado a Ministra da Cultura disse ser uma honra poder deixar o seu testemunho na Cerimónia de Abertura do Correntes, “aquilo que tantas vezes nos separa, mas que podem ser também a mais curta distância entre cada um de nós”.

Para encerrar as intervenções, o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim sublinhou a importância de todos juntos poderem celebrar as palavras no Correntes d’Escritas, “contra discursos de ódio à escala global”, cada vez mais promovidos por “algoritmo na dinâmica das redes sociais”.

E acrescenta que “reabilitar a palavra, no seu bom uso, no seu bom nome e na sua honra, porque o mau uso da mesma conduziu ao sequestro da literatura por outras linguagens”. Para Aires Pereira, “devemos refletir sobre as palavras e combater a construção de uma sociedade onde a verdade subjetiva e particular se sobrepõe à verdade objetiva, onde aceitamos que uma imagem vale mais que mil palavras, porque com a morte da palavra morre o pensamento, a inteligência e a verdade.

O presidente da Câmara não esqueceu Luís Sepúlveda, Rubem Fonseca e Eduardo Lourenço, três escritores que “fizeram sublime uso da palavra e lhe prestigiaram o nome e que são os grandes ausentes presentes nesta 22.ª edição do Correntes d’Escritas”.

Em cada ano o Correntes vê crescer a vontade d’Escritas, dando passos seguros no caminho da cultura e da liberdade de pensamento.

 

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