Voz da Póvoa
 
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Os Livros Foram à Feira e o Passeio Ficou Alegre

Os Livros Foram à Feira e o Passeio Ficou Alegre

Cultura | 1958 | 29 Julho 2020

Ao longe é como se o igual dos anos se repetisse, mas chegado perto percebemos que os livros esperam-nos de máscara e os 26 Stands oferecem Gel Desinfectante, por via das dúvidas.

Num primeiro olhar percebe-se que os livreiros cumprem e querem ver toda a gente cumprir as regras de segurança. Querem também que o leitor compre livros e oferecem-nos em alguns casos a bom preço.

Quando o julho se vai embora e entra o Agosto, os livros apresentam-se aos leitores no Largo do Passeio Alegre. Depois passeia-se entre mãos até que um olhar mais atento ou fascinado os leia. A literatura tem estes passos.

A nova edição da Feira do Livro perdeu a conta da idade que tem, mas a Manuela Ribeiro, a senhora Correntes d’Escritas, lá estava na abertura, na sexta-feira, 31 de Julho. De resto, sabemos que vai demorar-se até 16 de Agosto.

Mesmo num tempo em que a máscara se colou ao rosto dos passeantes, a autarquia fez questão de criar um plano de contingência para dar ao livro a possibilidade de ser lido e adquirido, entre as 16h00 e as 24h00, de cada dia até ao final da feira e em segurança. Por isso, há um distanciamento entre os espaços de venda ao público. Para sua protecção, há no chão marcações para poder circular com regras. O uso de máscara obrigatório, o distanciamento social e a higienização das mãos é uma regra, antes e depois do manuseamento dos livros, representados por uma centena de editoras.

Depois, a tudo isto que a Feira do Livro oferece, pode agradecer ao trabalho de tipografias, distribuidores, livreiros e alfarrabistas. Aos últimos, podemos sempre agradecer o seu papel de cuidador e de sugerir ao leitor ou colecionador um novo lar para o velho livro.

 

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