Voz da Póvoa
 
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O Mundo Maravilhoso de João Rios

O Mundo Maravilhoso de João Rios

Cultura | 5 Agosto 2026

 

Menino dos fósforos e poeta vadio, João Rios tem patente, até dia 7, a exposição de colagens “Recriaturas – Imagens Sem Dogmas Nem Tostões”, na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na nossa Póvoa de Varzim.

Pegando em figuras ímpares e universais da pintura como Salvador Dali ou Frida Kahlo ou no grande revolucionário Karl Marx, autor do “Manifesto do Partido Comunista” e de “O Capital”, Rios cria uma atmosfera burlesca e surrealista com pianos, bodes, touros, saxofones e outros elementos animais, vegetais e minerais, elevando a nossa imaginação aos limites. Desta vez, o poeta trocou mesmo a caneta pela tesoura para escrever poemas, como diz José Peixoto na apresentação.

E o poeta e o diseur têm-se encontrado nesta longa estrada de 62 anos, onde as palavras México, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Caxinas, ‘Pátio’, revolta e revolução se confundem. Por falar em poetas e diseurs, lembro também aqui outro amigo comum, que ainda há dias disse no icónico ‘Pinguim’: o saudoso Joaquim Castro Caldas, que as edições Silêncio da Gaveta publicaram, tal como o autor destas linhas.

O João Rios é um Artista Maior, não é um desses pedinchões da corte nem um vendido. É um Homem de Coluna Vertebral Firme. Tal como se prova na versatilidade desta exposição, que representa a comunhão de todas as artes e uma certa paródia aos grandes e pequenos desta vida. Sim, porque também viemos ao mundo para rir e gozar. Nem que seja de nós mesmos.

António Pedro Ribeiro

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