Voz da Póvoa
 
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Maria Teresa Horta Venceu Prémio Literário Casino da Póvoa

Maria Teresa Horta Venceu Prémio Literário Casino da Póvoa

Cultura | 16 Abril 2021

Maria Teresa Horta, que tem dedicado uma vida à poesia, venceu o prémio literário Casino da Póvoa 2021, com o livro "Estranhezas", atribuído no âmbito do 22º encontro literário Correntes d'Escritas.

“Ganhar o prémio agora, e num festival como as Correntes d'Escritas, onde sempre fui muito bem acolhida, num momento como o que todos estamos a viver, é mesmo uma estranheza. Por tudo isto é importante para mim que este livro tenha um prémio, porque foi o último que fiz com o Luís vivo. É bom, é perturbador. Uma perturbação boa.” Revelou ao público Maria Teresa Horta.

A obra da escritora foi considerada pelo júri, “uma exaltação da paixão, da beleza, do real concreto e efémero eternizado pela deslocação da esfera do tempo para espaços da escrita. As sete partes deste livro revisitam e deslocam os temas centrais da obra e Maria Teresa Horta que, desde o seu primeiro livro ‘Espelho Inicial’, editado em 1960, criou um glossário e uma sintaxe muito pessoais, um idioma singular, que subverte e atualiza a ideia e poesia como canto celebratório, brincando com as convenções da rima e do ritmo”.

Maria Teresa Horta, poeta, jornalista, nasceu a 20 de maio de 1937, em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras. Iniciou na poesia em 1960, embora também tenha viajado pela ficção, soma 40 livros editados. A escritora ainda no ano passado foi reconhecida com a Medalha de Mérito Cultural, atribuída pelo Ministério da Cultura, mas desde 2004 que é Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

No virar da página salazarista, escreveu, em parceria com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, há 50 anos, as “Novas Cartas Portuguesas”.

Maria Teresa Horta, com este prémio agora atribuído no âmbito do Correntes d’Escritas, sucede ao angolano Pepetela, que havia vencido em 2020, com o livro “Sua Excelência de Corpo Presente”, o galardão máximo do festival, que para além de levar para casa uma réplica da Lancha Poveira do Alto, recebe também um prémio monetário no valor de 20 mil euros.

A contingência de Covid-19, obrigou o festival literário a visitar todas as casas Online e em apenas dois dias, 26 e 27 de Fevereiro. No entanto reúne 154 participantes, mais de 120 autores e uma imensa homenagem ao escritor Luís Sepúlveda.

O Prémio Literário Fundação Luís Rainha, que distingue uma forma inédita de contar a Póvoa de Varzim, foi atribuído a António José da Assunção, com o texto “Como Ondas no Mar”.

 

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