
No sábado, 10 de Janeiro, pelas 16h00, é inaugurada na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, a Exposição “Kuchonga”, de Guedes Raul Tsane, que pode visitar entre 10 de Janeiro e 14 de Fevereiro de 2026.
Sinopse:
Termo da língua Ronga (língua da família Bantu), falada em Moçambique, principalmente na região sul do país, especialmente na província de Maputo e arredores, e significa Bonita.
Bonita é esta coleção… bonito é realizar este sonho e dar cor e continuidade aos trabalhos dos meus avôs.
"Kuchonga" apresenta pinturas que, por meio de formas e cores, retrata sentimentos, histórias, olhares e saudade. Presta uma homenagem ao povo africano e, em especial, às mulheres que, com força e resiliência, moldam e transformam as suas realidades todos os dias. A mulher africana é símbolo de coragem, guardiã da cultura e artífice da vida comunitária. O seu quotidiano é um reflexo da luta, do amor e da preservação dos valores ancestrais, enquanto a sua presença traz equilíbrio e beleza ao quotidiano.
As obras expostas nesta exposição homenageiam essa força, retratando momentos do dia a dia, tradições e histórias que exaltam a feminilidade e a resistência cultural.
Assim, "Kuchonga" torna-se também uma celebração da identidade africana, que se reinventa e se fortalece através da arte.
Nota biográfica
Guedes Raul Tsane, natural de Maputo, nasceu a 27 de junho de 1985. Nasceu com um dom e cresceu com a influência dos avôs Machiana e Malangatana, membros fundadores do Centro Cultural de Matalana, em Maputo. No ensino secundário, estudou Contabilidade, mas por incentivo dos avôs, começou a frequentar a Escola de Artes Visuais em Maputo, onde aprimorou a técnica e o gosto pelo desenho e pela pintura.
Volvidos anos, e já em Portugal, a arte foi o seu refúgio para ultrapassar as saudades da sua terra natal e da família. Desde então, não parou mais de pintar, tendo já realizado algumas exposições coletivas que têm consolidado o seu nome na arte moçambicana. Os seus quadros encontram-se espalhados por vários países.
A sua obra reflete marcas da sua infância, cenas da vida quotidiana, do meio rural e as tradições da sua terra natal.
Com a sua arte, pretende divulgar e homenagear a sua cultura e o legado dos avôs, além-fronteiras.