Voz da Póvoa
 
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“dois passos depois da Araucária” no Aniversário da Biblioteca

“dois passos depois da Araucária” no Aniversário da Biblioteca

Cultura | 25 Novembro 2025

 

A Biblioteca Municipal Rocha Peixoto celebra, no dia 29 de Novembro, o seu 34º aniversário (1991 – 2025) antecipando a data de inauguração do actual edifício por um dia. São muitas as actividades agendadas, com destaque para uma intervenção poética do Colectivo Silêncio da Gaveta que, pelas 16h30, apresenta o espectáculo “dois passos depois da Araucária”.

A voz de João Rios e a guitarra de José Peixoto vão dedicar-se ao ofício cantante da palavra poética. Os poemas e os seus autores não são segredo: Pablo Neruda, António Gedeão, David Mourão-Ferreira, Mário Cesariny, João Rios, Fernando Pessoa entre outros serão ouvidos na sua criação.

Colectivo Silêncio da Gaveta

Trupe de saltimbancos das palavras, intérpretes sem trono dos afectos; o Colectivo Silêncio da Gaveta tem desenvolvido uma linguagem poético-musical própria em que “a mestiçagem” dos ritmos e harmonias, a expressividade da palavra, o recurso de elementos cénicos e plásticos se fundem em instantes livres do espartilho classicista do dizer poético. Cansados do silêncio egoísta das gavetas, este grupo tem percorrido vales e montes do país, realizando sessões de poesia em bibliotecas públicas, auditórios municipais, associações culturais, feiras do livro, galerias de arte, bares e emissões radiofónicas. 


João Rios nasceu depois do almoço, numa tarde tórrida de Agosto de 1964. Segundo os seus insuspeitos candidatos a biógrafos não ocorreu terramoto ou estádio delírio por causa de tal facto. Menino dos fósforos, nunca foi detido por posse excessiva de palavras, nem desvio de metáforas. Poeta com uma dezena de livros editados e outros tantos mares navegados, espera escrever um dia um poema num deserto norte-africano.

José Peixoto também nasceu na década da mini-saia, num berço a ver o mar. Andarilho com certificado internacional costuma montar a sua assoalhada portátil em montes e vales onde a música se liberta da violência das margens. Salvo, uma ou duas unhas partidas, nunca foi ao tapete por acariciar a guitarra pelo âmago. Consta que também namora outros instrumentos.

Cartaz: Daniel Curval

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