Voz da Póvoa
 
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“Do silêncio ao grito: palavras e o sentido do poema desfasado"

“Do silêncio ao grito: palavras e o sentido do poema desfasado"

Cultura | 26 Março 2026

 

O auditório da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto acolheu no Dia Mundial da Poesia a apresentação do livro "Do silêncio ao grito: palavras e o sentido do poema desfasado" de Martim Relógio. Se é de poesia que se trata nada melhor que um poeta, André Furtado, para falar da experiência poética do autor.

Martim Relógio revelou-se cos estas palavras: “Do silêncio ao grito nasceu da urgência silenciosa de abandonar versões de mim mesmo, de me mostrar sem aparecer, de escrever e sentir, de vaguear invisivelmente atento, constituindo um personagem pré-escritor, pré-ficcionista e pré-poeta de ideias não concretas, mas puras na sua essência, de cada palavra escrita. Escrevê-lo foi como esvaziar os bolsos depois de uma longa e observativa viagem: cada palavra carrega vestígios do caminho, de encontros, de lugares, de memórias, de ideias, de tonificações observadas que pesam e passam, onde outras libertam e purificam ou até outras que simplesmente são alegres divinalmente... ou não – alguém o dirá!”

Pelo seu entendimento, “as palavras têm um peso que excede a mera função de comunicar. Na poesia, elas tornam-se matéria viva – ganham cor, cheiro, textura, silêncio, lugares, visões. Entre o som e o sentido, o poema ergue-se como espaço de encontro entre quem escreve e quem lê, entre o que se diz e o que se esconde. O título dessa busca é compreender não apenas o que o poema diz, mas definir o que realmente ele nos quer mostrar.

Para Martim Relógio, como se o tempo vivesse por compassos definidos pela máquina dos segundos, “este livro é, antes de tudo, um diálogo: entre a palavra e o leitor, entre o som e o sentido, entre o poema e a vida. Que ele possa tocar, inquietar, iluminar, criar, viver – e, sobretudo, convidar a (re)descobrir o poder das palavras e a escutar, com outros ouvidos, o silêncio que vive dentro do poema”.

Aurelino Costa deu voz a alguns poemas do ‘jovem’ poeta.

Fotos: D. Reservados

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